quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Best of… 2009 (I)

Agora que o ano está a chegar ao fim (finalmente!  – –‘ nunca pensei dizer isto, mas é verdade) , lembrei-me de fazer um TOP, com os/as best do ano, e aproveito para fazer um “balanço” (odeio este tipo de balanços :x xD) do ano que passou em termos de lazer. Em síntese, pode-se dizer que foi um ano fantástico para não fazer nada e lucrar com isso (xD), mas para quem quiser saber mais, aqui vai =) :

  • Livro do ano:

Eish, esta é difícil ^.^’   Li alguns livros ente ano: Shakespeare, Hamlet, Romeu e Julieta, Sonho de uma Noite de Verão e MacBeth (que, na verdade, foi só um livro xD); Eça de Queirós, Os Maias; Stephenie Meyer, li toda a «saga Twilight»(escrita até agora ;) ; Charlotte Brontë, Jane Eyre; Marion Zimmer Bradley (ia-me esquecendo :s), As Brumas de Avalon – A Senhora da Magia (tenho de arranjar tempo pa ler os outros =D); e mais recentemente (ou melhor, nos últimos 3 4 5 dias) Dan Brown, O Símbolo Perdido (sem contar com o Anjos e Demónios que ia supostamente apresentar para contrato de leitura xD). 

O que torna difícil a escolha é o facto de o meu “livro” preferido do ano não ser completamente um livro, por isso acho que vou ter de dividir o pódio entre… ** As Brumas de Avalon e Midnight Sun ** !!! As Brumas de Avalon foram o meu segundo livro preferido (não se pode contar com a «saga Twilight» uma vez que estes livros, à excepção de MS, estão na categoria de guilty pleasure: por mais que gostemos de os ler, sabemos que há algo de errado com isso xD Neste caso, é o facto de a personagem principal, e curiosamente - -‘ aquela com que nos “devemos” identificar, ser alguém com uma auto-estima baixíssima –.--‘ entre outros xD). No entanto, o que gostei mais de ler foi mesmo Midnight Sun (por aquilo tudo que disse no post anterior e que agora não me apetece repetir xP xD LOL)

Quanto aos outros livros, fiquei bastante espantada com a facilidade com que li as peças de Shakespeare, mas algumas são muito agradáveis de ler (as tragésias, porque nas comédias não passei da página 5 xD não se percebe nada). É verdade, Romeu e Julieta é meeeesmo lamechas, mas pronto… xD

 

  • Site do ano:

Ah, este ano descobri um site giríssimo =D Learn Something Every Day . Todos os dias mostra uma nova curiosidade, daquelas que não servem para nada mas são sempre engraçadas de saber xD Por exemplo, sabiam que as estrelas-do-mar não têm cérebro? Ou que os humanos e as bananas têm aproximadamente 50% do ADN em comum? Ou que o Hitler era vegetariano?

 

  • Concerto do ano:

Bem, esta seria outra escolha difícil… Mas desta vez não vou escolher. Aliás, não posso escolher entre os dois melhores concertos deste ano! O dos 30 November, a 26 de Junho na Quintinha (eu estive na primeira fila =D xD), e o dos Green Day, a 29 de Setembro no Pavilhão Atlântico (Bia, nós vimos, era do Billie Joe!! xD Ai ai…).

“Quero ver toda a gente com os braços no ar!” exclamava o vocalista dos 30 November na noite em que se deram a conhecer ao mundo; e uma coisa é verdade, eles conseguiram conquistar completamente o público com esta actuação espectacular =D Já os Green Day conseguiram obter o sucesso de outra forma: deixando uma música exclusivamente para o público cantar. Eu estava lá (=D), e posso dizer que fazer parte de um coro de 18000 pessoas a cantar Boulevard of Broken Dreams em uníssono é uma experiência que não tenho palavras para descrever… *-*

Deixo em baixo dois vídeos do concerto dos Green Day em Lisboa (o post que fiz sobre o concerto dos 30 November está AQUI, e está para breve uma “reportagem” xD deste grande concerto dos Green Day):

"You're better than America" ;)

O momento da noite... (e este era mais ou menos o meu ponto de vista xD)

Dá mesmo vontade de estar lá… outra vez :’) 

FIM da Parte 1 =)

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Revelação (PS: escrito antes do natal)

Não, ainda não chegou o Pai Natal xD, mas algumas prendinhas já foram entregues… Ou melhor, uma prendinha, mas para muitas pessoas.

Curiosamente, nunca pensei em fazer disto uma prenda para ninguém a não ser para mim: começou por ser uma ideia que me surgiu na cabeça e que eu quis realizar, mas pelo prazer de a realizar e não pelo trabalho final.

No meio das férias de Verão, início de Agosto, encontrei na Internet o rascunho de Midnight Sun no site da autora Stephenie Meyer; obviamente que fiz logo o download xD (não podia perder esta oportunidade, ainda por cima quando se sabe que o livro VAI mesmo ser escrito até ao fim, mas não se sabe quando…) e comecei a ler avidamente. Mas então lembrei-me: “Haverá alguma versão traduzida disto na net?” (já que tinha encontrado uma versão em romeno, se não me engano). Pois não havia. “Ei, e se eu traduzisse isto para português?” Não só era um desafio, como me dava muito jeito ter a cabeça ocupada naquela altura (quando é que não me dá jeito ter a cabeça ocupada…? xD). Bem, e ficou assim combinado; comecei a traduzir, e descobri que me divertia muito mais a reescrever a história em português do que a lê-la, porque, como tinha de saber o significado real de todas as expressões (e algumas foram bem difíceis de encontrar xD mas acho que esses foram os momentos mais divertidos) isso fazia com que eu mergulhasse muito mais fundo na história.

Outra coisa de que também gostei muito, e foi um dos factores que me levou a querer traduzir esta obra (rascunho) e a querer “estar dentro dela” foi o facto de ser tudo contado do ponto de vista da personagem Edward Cullen, o vampiro. Se durante todos os outros livros da saga não temos a oportunidade de perscrutar dentro da sua mente, aqui sentimo-nos completamente na sua pele, pensamos o que ele pensa, partilhamos os seus sentimentos, e divertimo-nos bastante nos momentos “em família” dos Cullen, dos Cullen (que é algo que nunca vemos nos outros livros, mas que, na minha opinião, foram os mais divertidos de traduzir porque é uma dinâmica completamente diferente do resto da acção geral da saga, completamente diferente dos momentos Bella-Edward). Posso dizer que achei muito mais interessante ler a história da “cabeça” do Edward do que a primeira versão da Bella – não é, nem de perto nem de longe, tão exasperante. Sim, é certo que quando se chega ao meio do rascunho já o ouvimos martirizar-se várias vezes, mas alguma coisa tinha de ser igual, não é? Não convém esquecermo-nos que, mesmo sendo duas personagens diferentes, a autora é a mesma ;) xD. No fundo, é algo que acaba por ser um desafio só por si, porque chegamos muitas vezes a expressões que têm inúmeros significados (como acontece em qualquer lingua xD) e temos de escolher apenas aquele que se adequa mais à situação e, neste caso, à personagem, logo temos de conhecer bem a personagem (eu ADORO estas partes xD A minha parte viciada em Twilight lembra-me constantemente que eu sou mais “parecida”, dentro de certos parâmetros --‘ , com o E. do que com a B. xD Ok, aparte infantil, vamos seguir em frente xD). Como tradutora, acabo por ter a possibilidade de deixar a minha própria marca nesta história, o que para mim é uma verdadeira honra (mesmo que não haja muitas pessoas a lê-la xD o que é exactamente aquilo que eu quero!).

Na minha lista de desejos fica assim: 1) Que a Srª Stephenie Meyer se sinta inspirada =) e acabe o livro brevemente (mas só se se sentir capaz para isso, porque todos sabemos que coisas feitas à pressa e sem inspiração não têm grande qualidade :/). 2) Que eu encontre brevemente outra obre deste género para traduzir =D Agora que lhe apanhei o jeito xP, e a vontade…

PS: Algumas reacções:

    • “… *-* …(omg) tu fizeste isso tudo??”
    • “És uma querida”
    • “É preciso coragem para fazer isto!”
    • “És doida! Que trabalheira!” xD
    • “Obrigadaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa” =DD [bem me parecia que valia a pena ;) xD ]

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Pensamento do dia...

(enquanto via a apresentação da Ana Catarina)

> Adeus R-Pattz, OLÁ Shane West ; ) ... (xD)

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

At last… =D

AH! Até que ENFIM!! Estava a ver que não acabava isto a tempo da estreia. E não só não acabei mesmo a tempo da estreia xD, como ainda vou fazendo reformulações! Isto só eu: com um prazo de entrega, ainda estou a alterar detalhes (para mim) importantes 5 minutos antes de entregar – ou, neste caso, postar ;)

Mas o que interessa é que está perfeitamete aceitável (ainda que eu a quisesse ainda mais perfeita… mas assim está muito boa também =D). Assim, dou por inaugurada (xD) a minha PLAYLIST OFICIAL DO “NEW MOON”! TCHANAN! (leia-se: música super animada, como a dos circos xD)

Tal como tinha referido antes, esta ideia não veio completamente da minha própria cabeça: apesar de já ter esta ideia em mente (associar músicas a momentos de livros/filmes), foi por ter visto pela primeira vez esta ideia (diga-se de passagem, GENIAL!) “posta no papel” (‘tá bem, no…) site de Stephenie Meyer que me incentivou a fazê-lo também.

Já agora, aconselho a visita ao site e, em particular, às playlists: estão espectaculares! =D (“cantinho” da saga Twilight: Twilight Series)

E passando ao que interessa, aqui estão as minhas (muitas) escolhidas:

- Sitckwithu, Pussycat Dolls (B)
- I Don't Want to Miss a Thing, Aerosmith (E)
- Like You'll Never See Me Again, Alicia Keys (E)
- Chegar a ti, Rita Guerra (B)
(não podia fazer a minha playlist sem uma única música portuguesa. Ainda por cima a Rita Guerra!!)
- Pressure, Paramore (B)
- Guilty, The Rasmus (E)
- Sail Away, The Rasmus (E)
- Whisper, Evenescence (B)
- Taking Over Me, Evanescence (B)
- Behind These Hazel Eyes, Kelly Clarkson (B)
- Going Under, Evanescence (B)
- I'm Lost Without You, Blink 182 (B)
(tinha de ter uma dos Blink…lol )
- Hear Me, Kelly Clarkson (B)
- Forgiven, Within Temptation (B)
- All Star, Smash Mouth (J & B)
(não sei porquê, mas sempre que ouço esta música lembro-me da boa disposição do Jacob)
- Picture of My Own, Fingertips (B)
- Here Without You, 3 Doors Down (E & B)
- When You're Gone, Avril Lavigne (B)
- Missing, Evanescence (B)
- Crawling, Linkin Park (B)
- Memories, Within Temptation (B)
- Changes, 3 Doors Down (J)
- I can Wait Forever, Simple Plan (J)
- Breathe Easy, Blue (E)
- Unwritten, Natasha Bedingfield (B)
- Breaking the Habit, Linkin Park (B)
- Somewhere I Belong, Linkin Park (B)
- Savin' Me, Nickelback (B)
- Swim in Silence, Paramore (B)
- My Soul Pleads For You, Simon Webbe (J)
- Say It Right, Nelly Furtado (B)
- What I've Done, Linkin Park (E)
- Untitled, Simple Plan (E)
- Dragonfly, Coldfinger (B+Alice scene)(foi a melhor que encontrei… aceito sugestões!)
- First Day of My Life, The Rasmus (B)
- Hero, Nickelback (E + Volturi scene)
- The Fight, The Rasmus (wow, The Volturi scene!)
- Iris, Goo Goo Dolls (E & B)
- I'd Come For You, Nickelback (E)
- The Reason, Hoobastank (E)
- Nothing Else Matters, Metallica (E & B) (não podia faltar esta!)
- Gabriel, Lamb (E & B) (nem esta…)
- The Story, Brandi Carlile (nem esta! xD)

(Nota: indiquei também a personagem a que a música assenta melhor, na minha opinião, claro!)

Para ouvir as músicas (os vídeos têm as letra): New Moon Playlist

Se tiverem sugestões de outras músicas (que “faltem”, ou que achem que ficam melhor do algumas das minhas), os comentários são sempre bem-vindos!

Enjoy ;)

(e, mesmo que não tenham nada a acrescentar, comentem na mesma!)

domingo, 8 de novembro de 2009

"It's not a question but a leson learned in time"

A vida não testa os conhecimentos, mas sim a preserverança.

O que interessa é não desistir do que se quer. Ao não desistirmos, assumimos perante nós mesmos que somos capazes de errar, e de continuar, porque errar é só mais uma etapa do percurso que temos de percorrer para chegar àquilo por que lutamos, ao que mais desejamos alcançar. Se não tivesses de lutar por algo que realmente desejas, quando o obtivesses, desejá-lo-ias da mesma forma? Ou melhor: como sabes que desejas algo verdadeiramente, se o obtiveres de imediato? Ao não desistir, sabes que é mesmo aquilo que pretendes, porque não vais desistir até o obteres. E é isto que importa: não tanto saberes como vais obter determinado objectivo, mas sim a força com que o queres obter, o que fazes para obtê-lo, os obstáculos que ultrapassas para isso e que te tornam alguém que luta por aquilo que acredita e que sabe por que está a lutar.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Só para que fique escrito...



" O primeiro povo a fazer guerras foram os Romanos, que eram Cristãos."




E é assim que nascem os políticos... (Deus queira que não! xD)

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

A nova rotina

Que m***a de vida é esta? Não se passa uma semana que não chore, não consigo estar aqui por inteiro, sempre com a cabeça noutro lugar que nem eu sei onde é, não consigo prestar atenção a nada mais do que o essencial para perceber do que se está a falar (e, mesmo assim, não ha forças para falar sobre esses mesmos assuntos). Já não sinto o impulso da adrenalina no coração há demasiado tempo (mas há tempo suficiente para ainda me lembrar de como é), peno até por o meu coração já não estar lá, há demasiado tempo. Mas será que alguma vez lá esteve? Pode-se perder assim o núcleo da nossa existência? Parece que o perdi, e levou consigo o meu ser, o que era, o que fui, o que senti. Deixou-me apenas o desgosto, a angústia, o desespero. Porque, agora, já não penso voltar a encontrá-lo, penso que o meu coração se perdeu. Mas, em boa verdade, quem é que alguma vez o quis? Se me iludi a pensar que isso era possível foi por julgar que poderia ter um papel similar aos outros seres meus semelhantes, chamados de seres humanos, e que fosse suposto não ficar sozinha; não pensámos todos alguma vez que tínhamos sido feitos em moldes de dois, as tão famosas "almas gémeas"? Mas, se eu sempre soube que era diferente (alguém pode dizer o contrário? são os meus próprios amigos que mo lembram todos os dias), apenas me enganei ao pensar que o meu destino não o seria também. E, se é destino de todos terem um par, então é certo que estou destinada a ficar apenas comigo como companhia, porque tudo o resto me foi vedado.

Mas, se assim é, apenas pergunto uma coisa: se aqui estou, não é por acaso, e (não importa o que digam) não acredito que tenhamos sido "escolhidos" para estar aqui para sofrer. Assim, e se não devo ficar com ninguém, por que motivo se lançou o amor no meu caminho de forma tão flagrante?

Desta é que é! (xD)

Pode ser que sim, pode ser que não... bem se alguém ler isto é porque sim xD.

Toda esta conversa da treta porque ontem tive uma (quase) altercação violenta com o Blogger. Digo quase porque, como todos nós sabemos, já tivémos muitas vezes a vontade de dar um bom soco ou pontapé (ou os dois xD) ao computador (fosse por que motivo fosse), mas também sabemos que não adiantaria de nada (a não ser que o objectivo fosse mesmo destruir o dito PC, e mesmo assim era capaz de não resultar muito bem...). Assim, abstive-me de acções inúteis (se bem que um grito de frustração também tivesse calhado muito bem... mas estava gente em casa; não seria muito agradável gritar com o computador e depois ter alguéma gritar comigo :/ ).

Mas o que causou tudo isto? (na verdade, podia ter sido quase qualquer coisa, mas desta vez não foi algo de insignificante; embora, se formos a ver bem, quando é que admitimos que queríamos "matar" o computador por algo que, na nossa opinião, era insignificante? Hum...) Mas o que interessa é que eu tinha escrito um texto, e não era um texto normal (e daí talvez fosse, mas, "vá lá", era, "portanto", aah... diferente). Era cheio de sentimentos (parvos, idiotas, auto-destrutivos, mas vinham da minha cabeça, ora!), e, ainda por cima, estava escrito em inglês!! (não é raro eu pensar em escrever alguma coisa em inglês; raro é eu escrever mesmo alguma coisa em inglês, a sério, e postá-la; ora havia-de ser logo nesse dia que o malfadado do texto havia de desaparecer, han?!?) Sim, o texto, o meu especial texto, desapareceu! E estava tão bem feitinho... :'( (xD) Então estava eu a seleccionar o texto, como habitualmente faço e imagino que as outras pessoas façam, shift+seta para cima (porque comecei a seleccionar do fim do texto), e quando ele está todo seleccionado PUFF, APAGA-SE!!!!! E, logo a seguir (um segundo!), eis que o blogger decide guardar o rascunho, evidentemente apagando as grvações anteriores.

Se tivesse sido possível eu deitar fumo pelo nariz, ontem teria sido de certeza um dos poucos dias em que isso teria acontecido (poucos... é verdade que me enfureço facilmente, mas fúria+frustração+ultraje é uma combinação poucas vezes alcançada xD e ainda bem! tanto para a minha saude como para a dos que me rodeiam xD) (só me lembro de ter ficado assim furiosa algumas vezes, sendo que a que me vem primeiro à cabeça foi o dia em que tive aquela "discussão" com o Fábio, que envolveu um lápis na mão da Joana e duas chapadas...xD Ainda me rio quando me lembro que fiquei dois dias sem falar com ele, e ele comigo xD mesmo Tó esse :P )

O que eu mais queria agora era re-escrever aquele maravilhoso texto, mas como acho que não vale a pena (não ia ficar nada de jeito, e estou sem paciencia para fazer o que quer que seja neste momento... apatia... letargia... o costume), vou ver se arranjo outro guilty pleasure para ocupar as horas mortas (e, se fosse por aí, tinha de arranjar alguma coisa que me ocupasse a vida inteira... mas ok xD).

sábado, 26 de setembro de 2009

Algumas das frases mais bem ditas

Numa coisa eu tinha razão: coragem arranja-se sempre.

Para contrapôr, uma das pessoas que mais estimo [minha mana ;) ] expressou por palavras o que eu já devia ter dito há muito (mas mesmo muito) tempo. Aqui vai a frase da semana (devia ter sido a frase do ano passado, mas enfim...):

"Digo-te a verdade por mais que seja suicida: curto mesmo de ti, mas curto mais da minha vida."



Go Sis ; )

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Mais surpresas (constantes, mas que ainda surpreendem!)

Surpresa n.º 1: Sinceramente, nunca pensei escrever um post só por escrever, (ou, melhor) só por querer escrever e (caso [muito] raro) não ter um assunto específico (mas arranja-se já! Falemos disso então, da falta de assunto... xD). Por isso, vou falar primeiro do que tenho andado a fazer, e só depois passo para a surpresa n.º 2 (que acaba por ser mesmo esta: escrever sobre o que tenho andado a fazer?? Quem sou eu??? De certeza que ainda me chamo Sofia?! xD) (será, por tanto, a surpresa n.º 3, mas adiante xD)

O que tenho andado a fazer (num estilo mais Twitter, "what have I been doing lately?" »» xD)... Hum... Well... Er... Muito sucintamente (outra surpresa em mim, mas não a vou numerar xD), o Projecto. É isso. (vá, 'tá bem, "draft4", é mais preciso, ok? xD) Sim, é uma ideia muito vaga, mas no Natal será tornado público para certas pessoas, uma espécie de prenda, se lhe quisermos chamar assim. Mas, mais do que uma prenda, este projecto é uma forma de realização pessoal. Não posso expandir muito a minha explicação, mas posso dizer que é algo que me preenche de certa forma, que me ocupa, e que gosto imenso de fazer, e vou certamente ficar com pena quando acabar (já sinto saudades, e ainda mal passei do meio!). Para falar verdade, foi algo que simplesmente me ocorreu, de repente, e no momento seguinte comecei a trabalhar. Não gosto de trabalhar à pressão, por isso vou devagar, mas sinto que vou depressa demais, porque já lhe vejo o fim... : (


Surpresa n.º3 (que não devia ser surpresa, mas enfim...): "Twilight Saga"= vício
Pois, parece que sim... E, ainda mais estranho (como se isso fosse possível xD), identifico-me mais uma vez com... o personagem que, em princípio, menos tem a ver comigo. Any guess? Bingo! Vampiro, alto, belo, rapaz... (poderá haver mais diferenças? xD) Cheguei à conclusão de que me identifico (psicologicamente :P) com o personagem Edward Cullen. (e esta pode ser a surpresa n.º4: escrever no meu blog [ou em qualquer outro sítio!] sobre a minha "relação" com personagens fictícios! Poderei ficar ainda mais doida?? xD) Explicar esta escolha terá de ficar para outro dia, ineflizmente (oooooooohhhhhhhhhhh... xD e sim, eu sei que a minha escrita é a coisa mais desesperante da vida xD), por isso passamos à...

Surpresa n.º5 (e, masi importante): Uma frase > Primeiro, falta de ar; agora, mesmo com o ar poluído, ainda consigo cá estar (que é como quem diz, não morri xD)

Surpresa n.º6 (e última, at last): vou acabar este post com o assunto com que o comecei: surpresas! (raro, não é?)

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Já falta pouco! =DD














.
.
.
Bem, há imenso tempo que não escrevia! (mas também, para escrever coisas parvas, mais vale não escrever de todo xD) Pareceu-me uma boa ideia recomeçar, nem que fosse só para não deixar este espaço a acumular pó xD. E já que estou numa de "Twilight Saga", e depois de ver o site oficial da Stephenie Meyer, decidi publicar (e, antes disso, pôr no papel, ou melhor, no PC, poruqe só a tinha ainda na cabeça) a minha playlist das músicas que associo ao livro New Moon (Lua Nova, em português), desta autora. Todas as músicas estão por ordem cronológica, ou seja, os momentos a que se adequam (segundo o meu gosto pessoal, claro xD) seguem a ordem da história do livro. Eu já tinha pensado em fazer isto, mas de uma forma abstracta. Só vi bem como podia ser feito depois de ter visto algo muito semelhante (mas com músicas diferentes) no site da Stephenie Meyer (já agora, a playlist dela para este livro está AQUI). Tal como ela, pus à frente de cada música a inicial personagem com a qual a identifico.


Nota: Algumas músicas estão relacionadas com o estado de espírito das personagens, outras com uma situação concreta da história (mas estas são mais raras xD). Algumas relações têm a ver com a letra da música, outras com a própria melodia (pode acontecer estas duas estarem em "contradição").

Enjoy ;)



  • Sitckwithu, Pussycat Dolls (B)
  • I Don't Want to Miss a Thing, Aerosmith (E)
  • Like You'll Never See Me Again, Alicia Keys (E)
  • Pressure, Paramore (B)
  • Guilty, The Rasmus (E)
  • Sail Away, The Rasmus (E)
  • Behind These Hazel Eyes, Kelly Clarkson (B)
  • Going Under, Evanescence (B)
  • I'm Lost Without You, Blink 182 (B)
  • Hear Me, Kelly Clarkson (B)
  • Forgiven, Within Temptation (B)
  • All Star, Smash Mouth (J & B)
  • Picture of My Own, Fingertips (B)
  • Here Without You, 3 Doors Down (E & B)
  • When You're Gone, Avril Lavigne (B)
  • Missing, Evanescence (B)
  • Crawling, Linkin Park (B)
  • Memories, Within Temptation (B)
  • Breathe Easy, Blue (E)
  • Unwritten, Natasha Bedingfield (B)
  • Breaking the Habit, Linkin Park (B)
  • Somewhere I Belong, Linkin Park (B)
  • What I've Done, Linkin Park (E)
  • Untitled, Simple Plan (E)
  • My Soul Pleads For You, Simon Webbe (J)
  • Say It Right, Nelly Furtado (B)
  • Dragonfly, Coldfinger (B+Alice scene)
  • Iris, Goo Goo Dolls (E & B)
  • The Reason, Hoobastank (E)
  • Nothing Else Matters, Metallica (E & B)
  • Gabriel, Lamb (E & B)

Nota2: A lista ainda não está completa. Em breve vou disponibilizar as músicas para se ouvirem directamente no blog.

Deixo em baixo um trailer do filme, que sai em Novembro em Portugal (já li que era a 19, mas no site da SAPO-Lusomundo diz que é a 26, agora não sei...)


video

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Desembucha!!

"O primeiro dever da inteligência é duvidar de si mesma." Não sei quem dise isto, não me lembro agora, mas foi de certeza um tipo bastante esperto. TipO, porque as mulheres não são assim tão dramáticas. Com a excepção da minha pessoa, claro.

Agarrando numa alusão feita pela srª Stephenie Meyer pela palavra de uma das suas personagens, Bella, pode dizer-se que me assemelho a uma casa. Só que está vazia. Dantes, antes de haver casa, era só um campo relvado, as crianças iam para lá jogar á macaca e jogar futebol (também lá jogava, com todos os outros). Depois, chegaram outras crianças, diferentes, ou entao foi só o campo relvado que mudou de sítio, sim, deve ter sido isso. E essas crianças já não jogavam comigo, porque me achavam diferente. Por isso conrtruí uma casa, onde pudesse convidar os que gostasse mais. Mas fui-me apercebendo, até agora, que a casa esta vazia, sem uma cadeira sequer. Isto porque a porta é demasiado pequena para passar móveis, e as janelas também, embora haja muitas. Parece que apesar disto, nunca ninguém olhou para dentro desta casa, se bem que alguns já tenham prestado alguma atençao às suas paredes, ou assim parece.
Sinto-me cada vez mais como uma casa vazia; está em muito bom estado, boa vista, virada para sul (apanha sol todo o dia, embora nunca esteja quente), mas mesmo assim vazia. Só paredes, sem nada, brancas, sem ninguém que viva lá dentro, excepto eu. Vivo dentro de mim própria. Não sei porquê; Será medo? Sim, montes de medo. De quê? De tudo. Do que os outros pensam de mim, do que vão pensar se eu disser "isto", do que vão pensar se eu não disser "aquilo", e, claro, e mais importante, das consequências desses juízos de valor. Medo, especialmente, de ficar sozinha, só. Porque, no fundo, não me consigo valorizar. Ok, tenho 18's e 19's e 20's, que bom. E de que é que isso me valeu? Valeu-me a placa na testa a dizer "NERD", "TÍMIDA", "ESTRANHA", "A EVITAR".Que fantástico, excelente mesmo. De que me vale a simpatia, se tenho medo de errar no mais básico (e que supostamente deveria ter vindo por defeito enquanto pessoa que sou), a socialização? É que, bem vistas as coisas, é mesmo muito estúpido: ao ter medo de falar por ter medo de ficar sozinha, acabo por ficar calada, e ninguem fala comigo, fico sozinha na mesma. Mas, e se eu falar, e disser a coisa errada, e todos me ficarem a odiar por isso? (eu sei, so what, quem se rala que eu diga a coisa errada, mas que se há-de fazer? sou parva por natureza)

E depois quero falar. Mas falar com quem? A única pessoa no mundo que eu tinha a certeza (e ainda tenho) que pensa da mesma maneira do que eu é a que há menos probabilidade de me ouvir (depois de me dar com os pés, sem sequer se dar ao trabalho de mo dizer ele proprio, de certeza que não tem paciencia para mim. ja antes não tinha, quanto mais agora). Há quem seja prestável, mas infelizmente, mesmo compreendendo o que eu penso, não tem o mesmo raciocínio do que eu (não sendo isto depreciativo), por isso não me pode consolar. Chego à conclusão de que eu sou a unica pessoa que me pode consolar. Mas que consolo dá uma casa vazia, que nem sequer pode ser preenchida?

Penso que chega inevitávelmente um certo ponto da vida de uma pessoa (qualquer pessoa, aliás) em que nos esquecemos (ou assim parece pelo menos) que para apreciarmos o bom temos de passar pelo mau, ás vezes pelo muito mau mesmo. Por isso vale a pena pensar que as coisas más têm um propósito, muito importante até: como poderíamos apreciar o riso, o bom riso, se nunca tivéssemos chorado, chorado a sério? Como poderíamos saber até que ponto amamos alguém sem nunca nos separarmos dessa pessoa? Melhor: Como poderíamos saber o alívio da esperança, sem termos nunca chegado ao fundo do poço, em desespero? E não nos iludamos: as estrelas podem não formar desenhos perfeitos, mas há sem dúvida uma (não tão) subtil perfeição (segundo uma certa óptica de perfeição, sempre) em todos os seres do universo, que nos faz (querer pelo menos) acreditar num propósito, superior ou não, que pode cingir-se a nós ou ter em conta o todo, mas que está lá, presente, no simples facto de estarmos aqui. E, acima de tudo, existe para nos lembrar "que a noite tem fim", que o inverno não dura para sempre ("Nothing's ever built to last", incluindo as partes menos boas :) e é assim, aceitar significa que conseguimos lidar com isso, viver com medo é a melhor maneira de conseguir o que menos queremos).


"Ás vezes a sorte bate-nos á porta quando estamos no jardim a procura de trevos de quatro folhas."

E se eu cometer um erro? Então significa que consigo enfrentar essa possibilidade, porque não é algo fatal, e que estou pronta para o corrigir. Isto significa que me aceito com as minhas próprias "falhas", o que me permite aceitar também os outros. E, se eu aceito os outros com as suas falhas, porque não hão eles de me aceitar com as minhas? Faz sentido. Não estamos cá para lixar ninguém, queremos conviver pacificamente. Pra quê o drama? ;)

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Being Hollow

Estar vazio é assim:






















Estar sozinho é assim:

----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------+----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------



É ter gente à volta, mas ser transparente, sem importância, meaningless, não existente, sem essência. É ser perto de não ser. Ser um dos que estão postos de lado, como aqueles livros que temos na estantee que pegamos quando estamos mesmo sem nada para fazer (e pensamos, tens sorte livro, porque por minha vontade, provavelmente nem te ligava nenhuma). Estar translúcido na barreira do espaço-tempo, nem de um lado nem do outro, só a pairar, um espectro, perder a noção do tempo. Uma espiral que te leva cada vezmais para dentro do poço, e ainda nem lhe consegues ver o fundo. Querer estar bem, mas não estar bem em lado nanhum, com quem quer que seja, nem comigo. Não ter sonhos nem ambições, ser vazio, oco, nem tenho a certeza que a minha alma ainda exista (a existir, tem estado muito bem escondida, porque não tem dado sinais de si). Uma vida simplesmente sem viver, fútil, sem objectivo, sem direcção. Uma dormência constante, em que não estou a dormir nem acordada, mas que faz tudo parecer tão real como um sonho que se esfuma de magrugada, mas que realmente nunca acaba. É uma escuridão que domina esta existência (posso chamar-lhe vida?), e, embora agora consiga ver de novo a beleza do amanhecer e a magia do crepúsculo, não consigo escapar à noite que me consume.



Will I ever get fixed again?...

terça-feira, 7 de julho de 2009

O meu ópio: a Música

Visita puramente formal. Sentido? Publicar outra letra adaptada por mim (sei que são poucas adaptações, mas, se olharmos ao pormenor, muda algo no sentido original da canção xD). Desta vez é dos Blue, grupo já extinto. Esta música ficou-me na cabeça não tanto por ser bonita (que de facto é, e muito!), mas por ter sido cantada por dois artistas com montes de talento: o Diogo e a Tyta. É "Breathe Easy" e, pessoalmente, gostei mais de ouvi-los a cantar do que aos próprios Blue (o único que ainda se aproveita é o Simon Webbe, e mesmo assim nesta música... :/ ). Acrescento que tenho mesmo muita pena que o Diogo não tenha ficado no nosso núcleo de Teatro este ano que passou, porque, além de ter uma fantástica voz (e um bom sentido de humor! xD) e de saber usá-la, este ano faltavam-nos mesmo cantores de geito :/ Salvo seja! A Tyta continua a encantar plateias... especialmente a da Gago :P xD É mais um dos motivos que, confesso, me faz querer cantar no próximo ano no Teatro: se esforçar a voz valer para conhecer alguns rapazes da Gago...xD (nem que fosse um Olázinho! xD).

Bem, está é uma letra ADAPTADA, como já disse, do ORIGINAL DOS BLUE, "BREATHE EASY". Foi-me dada a conhecer no ano lectivo de 2007/08, quando fizémos a peça "Pedro e Inês" (meu deus... nunca tinha visto tanta gente a aplaudir em pé! xD).


Cruel to the eye
I see the way she makes you smile
Cruel to the eye
Watching her hold what could have been mine

Why should I lie?
What did I walk away to find?
Oh why, oh why

[chorus]
I can't breathe easy
I can't sleep at night
'till you're by my side
No I can't breathe easy
I can't dream yet another dream
Without you lying next to me
There's no air

Curse me inside
For every word just stuck in my mind
Curse me inside
I won't forget, no I won't, baby
I don't know why
(don't know why)
I left the one I was looking to find
oh why, oh why

[chorus]

No I (can't breathe easy)
Can't breathe easy
I can't dream yet another dream
Without you lying next to me
There's no air

Out of my mind
Nothing makes sense anymore
You won't get back in my life
That's what I know for sure

oh oh...
Tell me why...
Oh, tell me why
I can't dream yet another dream
Without you lying next to me
There's no air
No, no, no, no, no,
I can't breathe easy
(Can't sleep at night)
Till you're by my side
Just.... Can't breathe easy
I can't dream yet another dream
Without you lying next to me
There's no air

There's no air

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Mudança de assunto

AVISO: Não tenciono voltar a escrever neste blog artigos relacionados com o Marcelo Esteves, a.k.a. "ele". Embora os sentimentos mais profundos e verdadeiros não tenham desaparecido, sei que parte do encanto que via nele se devia unicamente à esperança que tinha de ver espelhado nele aquilo que eu sentia, o que não se verifica, nem verificou em tempo algum. Normalmente não sou pessoa de guardar rancores, portanto não desejo mal a ninguém (racionalmente). Nos últimos dias sentia-me como se estivesse a ser atravessada por um ferro em brasa. Agora esse ferro desapareceu, mas o buraco que ele criou ainda não. Não encerro este assunto, tendo por certo que as minhas ideias são muitas vezes contrariadas por mim própria. Vou, isso sim, deixar esta tempestade acalmar. Em Setembro voltamos todos outra vez. Nessa altura reavaliarei a situação, e saberei o que fazer a seguir. Agora é tempo de descansar. O Sol ainda brilha (por enquanto), o melro foi-se, mas eu ainda estou cá.

Obrigada Fábio, Obrigada Ju, vocês são impecáveis, sem vocês não seria capaz de decidir continuar...

Estou a ficar sem ar, não consigo controlar os soluços, afinal parece que sempre vou sucumbir às lágrimas. Mas consigo lembrar-me de uma coisa boa: o Marcelo existe, e mesmo que não seja suposto ficar junto a ele, ainda não me foi negada a possibilidade de conviver harmoniosamnte com ele no dia-a-dia da escola. E não é por isto que vou esquecer os Green Day: têm sido, e serão, a base que me ajuda a levantar, e esses eu sei que são verdadeiros, e que os posso intrepretar da forma que bem entender, sem dar explicações a ninguém e sem estar errada.

terça-feira, 30 de junho de 2009

Promessas e amigos

Promessas, palavras, o vento que as leve porque pelos vistos, para quem as faz e diz, elas não significam.



Prometi que por ele não choraria, não precisaria. Choro agora, chorei já, mais do que por outro anteriormente, porque sinto mais do que anteriormente senti.



Prometi que estaria completamente feliz, porque ele tinha em si a essência da felicidade. Não me sinto infeliz, mas também não estou completamente feliz, porque não estou com ele, porque choro, porque me sinto incompleta (não que antes fosse completa, mas antes não sabia desta peça em falta, não me sentia consumida por este vazio que gela, não sentia falta do fogo que me faz viva e que não conhecia).



Prometi que confiaria. Estou confusa; não sei se confio, em mim, nos outros, nele, porque a cada novo abanão fico mais perdida, para onde me oriento, para onde é o Norte, qual o caminho a seguir, por onde deverei ir, será, sou, somos?



Prometi que iria apenas até onde conseguisse. Não consigo, como posso estar capaz de não pensar no que me invade os pensamentos a cada dia, hora, minuto, no que pode ser. E porque não havia de ser possível se me foi apresentado assim, aliado à felicidade e esperança de algo tão bom que me fez pensar pela primeira vez que eu poderia ter alguem neste mundo que me quisesse como eu o queria, e que me amasse como eu o amo. Como poderia eu resistir à tentação de tentar mais longe, mesmo que isso me inflingisse dor, se houvesse a possibilidade de eu conseguir ter aquilo que mais tenho desejado, e que posso ter encontrado, como posso negar esse desejo que me consome e que me faz sentir que toda a vida andei cega e que tudo foi orquestrado para me levar ali, àquele primeiro dia de aulas, depois de uma semana que parecia um século, para encontrar a pessoa que eu procurava sem saber.



Afinal, porque não sou capaz de simplesmente fazer o que tinha planeado, levar umas férias calmas, e voltar em Setembro com histórias para contar sobre os sítios onde estive, e não as pessoas que conheci (porque essas não existem), e fazer o possível (já pensei inclusivé em pedir depoimentos a algumas pessoas xD) para continuar no 2º turno, ao invés de me debruçar sobre histórias com reviravoltas, planos de novelas e promessas em sentido? Porque mudei, ou se calhar apenas descobri em mim uma chama que não posso (mais do que não consigo) apagar, e que me faz adormecer, acordar e passar 99% do meu dia a pensar num rapaz que me dá a volta à cabeça e me faz completamente doida (quase literalmente, já suspeitei disso xD). E penso em tudo, uma, outra, e outra vez, e há sempre um pensamento comum a todos os outros: independentemente de tudo (e esta é a parte em que haverá gente a franzir o nariz com dúvida ou descrença, outros imaginarão a música a parar como nos filmes), eu quero ficar junto dele, porque ele é a pessoa que me faz sentir bem, de verdade. (sinceramente, não sei o que lhe chamar; há quem o chame de amor possivelmente, mas eu não tenho palavras para o descrever)



Sou guiada pela esperança, por uma força que me puxa e me dá a certeza que a Natureza tem o poder do equilíbrio. Sei que posso contar com os Amigos, a quem estou eternamente grata, e sei que tudo acontece por um motivo, um bom motivo. Não estamos aqui por acaso, tudo tem o seu lugar e a sua razão. Se soubermos isso, será mais fácil aceitar tudo o que nos acontece, e saber que, se ocorrer um grande mal, será seguido por um grande bem. É bom termo-nos uns aos outros, precisamos de nos apoiar, de nos sentirmos unidos, para sermos mais. É bom sentirmo-nos parte de algo que existe, é bom perceber que aconteça o que acontecer, uma pessoa não é o centro do mundo, mas pode ser apenas parte do centro de nós. Obrigado*

domingo, 28 de junho de 2009

O realizar de um sonho

Era uma vez três rapazes, dois tocavam guitarra, um tocava piano, que decidiram juntar-se uma tarde e gravar um vídeo de uma cover e pôr no YouTube. Mesmo sem voz (que, por acaso, é essencial para essa música, na minha modesta opinião :P), aquela cover prendeu a minha atenção (não foi só a cover :P, mas pronto, adiante xD); nunca tinha ouvido aquela música antes, mas tornara-se logo a minha preferida.











Era "Time of Your Life" dos Green Day (é claro!!!), e foi a penúltima música tocada, e (bem) cantada, no 1º concerto dos 30 November, esta banda que, depois de duas covers no YouTube, e depois de ter incluído um fantástico baterista, decidiu ir mais longe e fazer a sua estreia mundial na passada 6ª feira dia 26 de Junho de 2009.




Este concerto aconteceu na quintinha (Quinta Municipal da Piedade, na Póvoa de Santa Iria), e contou com muitos aplausos e braços no ar, sempre que era tocada alguma balada.

Pessoalmente, posso dizer que este concerto superou as minhas expectativas, e penso que este é um projecto com muito potencial para ser levado avante. Sim senhor, estes rapazes têm futuro! ;) É claro que há algumas arestas a serem limadas, mas para um 1º concerto não podia ter sido melhor. Desde o alinhamento escolhido -- que incluíu covers de músicas como "Homem do Leme" dos Xutos e Pontapés, e "Whatsername" e "Wake Me Up When September Ends" dos Green Day, assim como um fantástico original da banda ("Soldier") -- até à interacção com o público, que ficou a cargo do vocalista, tudo foi feito com um aparente á-vontade que deixou qualquer um rendido àquele espectáculo.



Eu adorei mesmo o concerto, estive na 1ª fila (ainda bem!) e cantei a maior parte das musicas (as que conhecia a letra de cor xD), e confesso que fiquei mesmo muito contente ao saber que eles levaram isto para a frente e estão a levar isto a sério, porque parece que é mesmo isto que eles querem! E é claro que eu vou estar na 1a fila de todos os concertos futuros =D



Curiosidade: os 30 November dizem que escolheram este nome para a banda porque "soa bem" xD (e por acaso até é verdade! xD).

Ficam aqui alguns videos do concerto, e o nome dos membros da banda:
  • Vocalista/ guitarrista: Marcelo Esteves
  • Guitarrista: (João) Mateus
  • Pianista: Diogo Marques
  • Baterista: Filipe Cardoso




terça-feira, 12 de maio de 2009

Tentando arranjar um nick decente... omg

Parecia que estava adormecido por meses. Agora acordou, e quando, finalmente, está tudo bem (pelo menos, melhor que dantes..:/ tinha tantas saudades de uma segunda-feira assim... :9 até já tinha perdido a esperança, por pouco não deixava tudo ir, mas duas mini-conversas casuais por oportunidade em pelo menos dois meses -- já não falando do "resto" -- não é propriamente uma regressão...-.-), agora decide ser pessimista. Mas há paciência???

E o que é que eu vou fazer?? Sabe-se lá, ouvir Green Day p'raí... (o trabalho de filosofia não é de certezinha, agora que me pôs preocupada não me consigo concentrar a sério :P xD)

terça-feira, 14 de abril de 2009

O regresso dos pensamentos (que venham os feelings...)

Hoje de manhã, ao entrar na primeira aula, fiz um pacto comigo mesma de que não iria roer as unhas o dia todo; 15 minutos depois apanho-me (a mim própria) com " a boca na botija" (como se costuma dizer; Fábio, atenção aos comments ok?! Vê lá as represálias...xD), a fazer exactamente aquilo que tinha prometido não fazer.
Da mesma maneira me encontro agora a escrever: passei a aula de biologia a dizer a mim própria que tive todas as férias para escrever, desenhar, etc., que agora era tempo de pousar a caneta (ou o lápis, no meu caso! xD) e começar a agir como deve ser; portanto, aqui estou eu!, a fazer exactamente aquilo que disse a mim mesma para não fazer. Eu, do contra? Nãããão... Mas às vezes gosto de contestar!... xD


Ainda na aula de biologia, dei por mim a pensar (algo que só por si não dá bom resultado...) na inteligência das pessoas, mais concretamente na maneira como tendemos a julgar a inteligência dos outros. Porque é que alguém inteligente tem de ser aquele que tem melhores notas na escola? Pessoalmente, descordo completamente desta "avaliação". Se formos a ver bem, o que é a inteligência, no fundo? É a capacidade de resolver problemas (não problemas de matemática, mas problemas reais, "como é que isto acontece", "como se faz isto"), de usar a lógica, de analisar situações. Então porque é que uma pessoa , embora tendo notas médias (vá, com uma ou duas negativas) que se calhar se devem apenas a falta de estudo, mas que:...

  • Consegue pensar por si;
  • Quando vê uma situação nova/problema, que lhe desperta curiosidade, tenta (e muitas vezes consegue) percebê-la e explicá-la;
  • Utiliza os seus conhecimentos antigos em novos problemas;
  • Tem facilidade em raciocinar e pensar nas coisas;
  • Tem uma boa relação com os outros;

Porque é que esta pessoa é, muitas vezes, apreciada como tendo uma "inteligência média"? Apenas com base nos resultados escolares??

Outro exemplo: alguém que tem óptimos resultados escolares, que participa muito nas aulas, mas que

  • Não tem espírito crítico;
  • Aceita tudo o que os professores/manuais/pais(...) dizem como verdade absoluta (porque "as fontes são de confiança"), e não aceita que se duvide dessas informações;
  • Não aceita as opiniões dos outros quando diferem da sua;
  • Não tem por hábito a questionação/problematização das situações do dia-a-dia, e pensa inclusivamente que estas não têm nada em comum com os problemas tratados na aula/não percebe que os problemas da aula se assemelham em certos aspectos com os problemas reais (o que faz com que muitas vezes não consiga aplicar conhecimentos da aula a situações reais)

Esta pessoa pode ser considerada mais inteligente do que a descrita anteriormente? Tendo apenas em conta os resultados escolares??

Hoje em dia está mais que provado que não existe apenas um tipo de inteligência, mas vários: há quem seja melhor nas ciências exactas (p. ex. a matemática), outros são melhores na comunicação, uns são mais direccionados para o desporto, e há quem tenha um dom especial para a música... e todos eles podem ser igualmente "inteligentes" (se bem que não haja maneira garantida de quantificar essas capacidades, uma vez que os testes de QI recaem muitas vezes na área do raciocínio, das matemáticas...). Para além disto, também se fala muito hoje em dia da Inteligência Emocional, ou seja, a capacidade de percebermos, (às vezes) dominarmos as nossas emoções e de as utilizarmos eficazmente todos os dias, pelo que se pode dizer (de forma geral) que uma pessoa com um alto QE (Quociente Emocional) tem mais facilidade em se relacionar com os outros, de empatizar ("pôr-se no lugar do outro"), ...

Não será o QE muitas vezes (senão sempre!) tão importante como o QI? De que nos serve termos uma grande capacidade de raciocínio se não conseguimos transmitir as nossas ideias, opiniões, aos outros, se não conseguimos comunicar, em fim de contas, se não conseguimos dar-nos bem com os outros e ter amigos verdadeiros (e sermos amigos verdadeiros)?

Basicamente, tudo isto foi só para dizer que devemos olhar para os outros como seres complexos (assim como nós próprios), não devemos ficar só pelo superficial, porque cada um tem características muito especiais que o fazem único. Melhor: quando percebemos realmente isto, não conseguimos deixar de sentir que devemos dar um pouco de nós aos outros, e chegamos ao ponto de perceber que tudo é tão simples que podemos apenas viver, sem problemas (que muitas vezes derivam de pensarmos-que-o-outro-pensa-que-nós-fizémos/dissémos-alguma-coisa-que-não-devíamos; e então? e se tivermos dito aluma coisa errada? vai-nos caír o céu em cima da cabeça? Não! Se fosse ao contrário, não achávamos que era tudo normal, que todos erramos? Claro! Então para quê estarm-nos a chatear com coisas que nem temos a certeza?? ;) think about it...).

Complicado? Parece mais estranho do que realmente é; de facto é muito mais difícil arranjar palavras para explicar a ideia do que pô-la mesmo em prática! (por isso é que a "frase do dia" ultimamente tem sido "NÃO PENSES, AGE!". Dá para imaginar o tempo que demorei a escrever esta porcaria toda?? É melhor não...xD)

quinta-feira, 9 de abril de 2009

"Countdown -- Contagem Decrescente"

(não é um bom título para um filme?? xD epah mas é que ficava mesmo bem... xD)

Estou na fase do "Não acredito! AINDA faltam 5 dias??? Holy S**t...". É essa fase mesmo, essa em que toda a gente fica com a impressão que eu sou mAlUkA xD (se calhar sou, só um bocadinho... mas a culpa não é minha!! xD). Mas eu não quero saber. Estou em contagem decrescente para o fim das férias, e ainda tenho trabalhos de matemática, português, e do teatro para fazer, mais o almoço de sábado na casa da minha avó (com o lado da família que reúne mais de 15 pessoas à mesma mesa...uf!). Ah, e ainda tenho de arranjar tempo para jogar jogos de PC com o meu irmão, o menino não consegue passar o nível 3... Será que 5 dias chegam?! xD (mas continuo chateada com a Srª Ministra por me ter tirado uma 2ª feira!! Grrr...) (xD) (not funny) (xD).

P.S.: Estou a ouvir Beautiful da Chistina Aguilera, faz-me pensar em asas (por que é que eu me havia de lembrar disto agora?!?!? omg xD)... e cheguei à conclusão de que no 1º dia de aulas o Sol vai nascer aproximadamente às 7:03 (que interessante, não? xD lool).

P.P.S.: I'm here without you, but you're still with me in my dreams... (apeteceu-me. Mai' nada! xD)

P.P.P.S.: Hei-de pensar numa história para o filme Countdown -- Contagem Decrescente... xD

quarta-feira, 25 de março de 2009

Feeling alive

Há pessoas em quem confiamos, e que por isso merecem a nossa confiança. Há pessoas em quem não sabemos se podemos confiar, porque parece que não confiam em nós (estranhamente, estas pessoas costumam falar muito, mas raramente saem daquele "escudo") (estas são exactamente o oposto das 1ªs). Há ainda pessoas que nos demonstram que não podemos confiar nelas (ou pelo menos, assim pensamos nós).

Em 1º, as pessoas que sabemos que podemos confiar: muitas vezes sabemos isto sem ter uma grande conversa, sabemos só porque sim, só pela essência (chamemos-lhe assim) da pessoa. É alguém a quem sabemos que podemos, em qualquer altura, confiar os nossos sentimentos. É alguém que se dá a conhecer, pode ser a pouco e pouco, pode ser numa longa conversa, pode ser em poucas frases. É, instintivamente, alguém sincero.

Por vezes podemos pensar que estamos sozinhos no mundo, mas se, ao olhar em volta, sentirmos a presença de alguém em quem sabemos, sentimos, que podemos confiar, mesmo que seja só uma pessoa, então as coisas não estão tão más como se pensava.

Não nos cabe a nós julgar os outros; cada um que se julgue a si próprio, e teremos uma vida melhor. Tudo o que existe, fora e dentro de nós, o que fazemos, pensamos, sentimos, tudo o que é da nossa responsabilidade e tudo o que é alheio á nossa liberdade, tudo existe num equilíbrio que é perfeito (o nosso problema em dizer que "nada/ninguém é perfeito" jaz na nossa definição de "perfeito": o perfeito não é ver a beleza naquilo que "devia ser", mas naquilo que "é"). Por essa razão penso que "tudo acontece por um motivo": só estamos cá uma vez, e esta viagem serve para nos ensinar a viver, e viver bem não significa sofrer, mas sim aproveitar tudo aquilo que temos, olhar em volta e perceber que existe uma razão para estarmos aqui, que tudo não é apenas fruto do acaso (ou que, por outras palavras, o acaso tem um motivo), e que aquilo que for suposto acontecer, acontece. Não nos é posta a possibilidade porque não somos capazes biológicamente de o fazer. Por outro lado, o que temos de pensar é que, se nos foi posta a possibilidade de fazer determinada coisa, então é porque temos a capacidade de a fazer; no entanto, somos sempre livres de escolher. O que temos de ter em mente é que, se não tentarmos, então temos 100% de hipóteses de falhar, mas se tentarmos, sabemos sempre que podemos conseguir, tudo depende do quanto queremos fazer essa coisa. Por isto sei que só nos podemos arrepender de algo que escolhemos não fazer, porque a partir do momento que decidimos não ficar de braços cruzados, já tomámos a atitude certa, a atitude de lutar por um desejo (e não um sonho), a atitude de saber que conseguimos, a atitude de VIVER.

sexta-feira, 20 de março de 2009

Dark Angel

Hoje decidi fazer um post algo diferente (xD); hoje vai ser uma letra de música ("Sai uma letra fresquinha p'rá mesa no. 5, ó Manel!" xD). Assim só por acaso (xD), não é assim tão "fresquinha" quanto isso, uma vez que é ADAPTADA DO ORIGINAL DOS LAMB (só está em maiúsculas porque, nestes tempos conturbados de infracções de copyrights, não queremos mal entendidos...pois não? xD). Enfim, que posso eu dizer, é mais uma das minhas manias: gosto (muito) de cantar (o que não quer dizer que cante bem, nem que cante mal; ainda não houve uma apreciação formal quanto a isso, portanto...xD), e ainda por cima, só gosto de cantar musicas que tenham uma letra que me convenha (leia-se, que transmita uma mensagem que esteja de acordo com o que sinto lool). Assim sendo, e porque me deparei com situações em que havia verdadeiros dilemas entre o feeling da musica e o feeling da letra respectiva (xD), o que se tornava incrivelmente chatinho...(xD), senti-me impelida (senão mesmo obrigada) (xD) a re-escrever a letra dessas mesmas musicas (ou, pelo menos, parte delas, já que a poesia não é o meu forte...).
Por isso, e para não estar a chatear mais quem quer que seja que ainda não tenha fugido do blog (xD), passo à letra desta ocasião. A letra é adaptada da original dos Lamb, "Gabriel", e é a seguinte:


I could fly
If I had your wings
I could shine, even in the darkness
If I had the light that you bring
Let me sing the songs that you sing
My Angel...

I will love
(Only) if I have your heart
I'll be strong, even on my own
If you say we'll never be apart
You've been here since the very start
My Angel...
My Angel...

Bless the day you came to be
Angels wings carried you to me
Heavenly

I will fly
When I have your wings
I will shine, even in the darkness
When we share the light that you bring
I feel this is not just a dream
My Angel...
My Angel...
My Angel...



Escusado será dizer que a minha inspiração para re-escrever esta letra se deve a alguém que é muito especial para mim, e que merece tudo o que a vida tem de bom para oferecer. Porquê "Dark Angel"? Bem, a parte do "anjo" já nem se discute, não é? xD. "Dark", porque é diferente dos outros, porque se destaca (pelo menos para mim, e isso já vale alguma coisa, certo? xD) e, sim, porque se veste muitas vezes de preto (e não fica nada mal, não senhor...xD).



P.S.: Queria só acrescentar que hoje faz quatro meses que alguém muito querido partiu, e desde então o Mundo nunca mais foi o mesmo. E se, por um lado, sei que há questões que não valem a pena serem levantadas (porque, pela sua natureza, já sabemos de antemão que não têm resposta), sei também que não é fácil aceitar isso e seguir em frente. No entanto, nós conseguimo-nos ajudar uns aos outros, e a pouco e pouco vamo-nos levantando outra vez; sabemos que não podemos olhar para trás, mas sabemos também que não vamos esquecer, porque, mais do que as coisas que acontecem, são as PESSOAS que nos marcam, e tenho a certeza que nenhum de nós se irá alguma vez esquecer da pessoa fantática e maravilhosa que era o Miguel, aquele que nos fazia rir, e que nos fez chorar, e de quem nos havemos de lembrar SEMPRE.
MIGUEL NEVES FERREIRA PARA SEMPRE AQUI <3

quinta-feira, 5 de março de 2009

Antítese

Eles não sabem que o sonho
é uma constante da vida
tão concreta e definida
como outra coisa qualquer,

(...)
é tela, é cor, é pincel

(...)
Eles não sabem, nem sonham,
que o sonho comanda a vida,
que sempre que um homem sonha
o mundo pula e avança
como bola colorida
entre as mãos de uma criança.

António Gedeão

Mais um poema a abrir um post; tenho muita pena, mas não consigo evitar xD. (a propósito, já não me sinto tão "estranha" por gostar de poesia mas não conseguir interpretá-lá xD)
Desta vez o post é sobre o sonho: será apenas uma ilusão, um placebo que nos faz acreditar em coisas impossíveis? Ou será algo que de tão misterioso, tão poderoso, tão impossível de provar(empiricamente), que o tememos e fingimos desprezar?...

"Pelo sonho é que vamos"
Basicamente, este verso resume a ideia de que é o sonho que nos move, ou seja, ao sonharmos, ao termos uma ideia dauilo que queremos, desejamos tanto que isso aconteça que vamos fazer tudo o que estiver ao nosso alcance para realizar o nosso sonho.
Pensando assim, podemos dizer até que tudo o que fazemos tem como fim um determinado sonho, um desejo que queremos muito ver realizado, e pelo qual vamos lutar. Muitas vezes podemos até apercebermo-nos , enquanto caminhamos para o nosso sonho, de que este não é exactamente aquilo que queríamos, e então mudamos de direcção, mas nunca deixamos de perseguir um ideal.
Não importa quão disparatado ou irreal um sonho possa parecer, porque, desde que tenhamos confiança em nós próprios, conseguimos sempre encontrar forças dentos de nós para não desistir dele (e sabemos que, se não o tentarmos realizar, então não vamos mesmo conseguir). Além disso, muits vezes percebemos que o mais importante nem é o objectivo em si próprio, mas o caminho que se faz para lá chegar. É ao caminhar para o sonho que aprendemos verdadeiramente, que tomamos conta do que realmente enfrentamos. É ao caminhar para o nosso sonho que temos cada vez mais a conciência de que é realmente aquilo que queremos. É ao percorrer esse caminho que nos apercebemos que não podemos parar, que aquilo é o que mais desejamos, e que é algo que não podemos desperdiçar, é-nos essencial.
É pelo sonho que respiramos, amamos, vivemos.
"Pelo sonho é que vamos."
(composição de português da semana passada)


(entratanto já devo ter mudado de opinião umas 553 vezes xD, e neste momento isto é aquilo que eu penso):
No entanto, prefiro não pensar nas coisas como um sonho, já que dá logo de início a ideia que pode não se vir a realizar. Prefiro mesmo não pensar nessa mesma coisa, e ao invés, viver cada momento que tenho, aproveitar cada segundo, olhar, feeling, sorriso,... Acredito que o que tiver de acontecer acontece, e estou, sou, simplesmente, no agora. Isso é que interessa, que estamos cá neste momento, presente, juntos, o futuro virá de certeza, e só o poderemos escolher quando chegar, por isso para quê preocuparmo-nos de antemão? Se somos livres para mudar o rumo dos acontecimentos no agora, então temos de viver o agora. Só viver. Sentir. Estar. Ser. There's no need to complicate, the sky is yours, I won't hesitate, I'm yours.


sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Time of your Life

Another turning point,
a fork stuck in the road.
Time grabs you by the wrist,
directs you where to go.
So make the best of this test,
and don't ask why.
It's not a question
but a lesson learned in time.

It's something unpredictable,
But in the end is right.
I hope you had the time of your life.

Green Day
.
.
É assim que começa uma das minhas músicas favoritas de sempre, de certeza a minha preferida dos Green Day (uma das razões para estar no mini-player do blog, como é óbvio xD). Achei que ficava bem como introdução ao texto que decidi postar hoje, uma vez que a mensagem que transmite é, de certa maneira, a mesma. Este é outro dos textos que fiz em Português, e decidi publicá-lo porque penso que tem como base a ideia que me tem guiado durante os últimos 6 meses (OMD já passaram 6 meses?!? 'Tou feita... xD) e que, por acaso xD, é também o título de uma música dos Coldplay que eu gosto muito: "Viva la Vida".
.
(o tema sobre o qual tínhamos de escrever era "Ser jovem é tão bom!... Será?!")
.
Em primeiro lugar, "ser jovem" não tem tanto a ver com a dita "idade física", mas sim com a "idade mental"; por exemplo, uma pessoa com 17 anos que viva com medo de saír à rua, não se divirta com os amigos, esteja sempre fechada no "seu mundo", não pode ser considarado um "jovem".
Ser jovem é, mais que tudo, ter a noção de que se tem a vida toda pela frente, , mas mesmo assim, vivê-la intensamente, sem pensar no amanhã, sem se perder em recordações tristes do passado. Ser jovem é seguir em frente sem medos, é sentir que somos capazes de tudo, é olhar para a Vida como algo que se vai contruindo, muitas vezes até sem um plano definido, "vai-se improvisando".
Mas ser jovem também tem momentos complicados, especialmente numa altura em que se sente que todos os pequenos momentos contam. Queremos agradar aos pais com boas notas e mostrando que somos bons filhos, mas também não podemos descuidar a nossa vida social! É da máxima importância que os nossos amigos nos vejam como alguem "cool" e aventureiro, ainda mais se "aquela pessoa" estiver por perto... E, de repente, algo acontece, alguma coisa completamente inesperada, mas devastadora; como lidar com o assunto?? Parece que o céu nos vai cair em cima da cabeça...! Mas é nestes momentos que não nos podemos esquecer que somos jovens, nós temos a capacidade de ultrapassar isto, afinal de contas temo-nos uns aos outros. Esta é outra característica dos jovens: não temos medo de falar, sabemos que podemos contar uns com os outros, sentimos que, ao ajudar o outro, ajudamo-nos também a nós próprios, e isso é bom. É bom saber que não podemos, nem queremos, perder a esperança, porque nós temos o poder de conseguir levantar a cabeça e continuar a viver o presente, lembrando sempre o que aconteceu, mas olhando para o futuro.
.
.
.
PS: Escrevi a última parte deste texto a pensar em tudo por que passámos este ano... a pensar no Miguel. Queria por isto agradecer a todos aqueles que nos ajudaram desde o início a passar por esta situação, um MUITO OBRIGADO de todos nós.
RIP Miguel Neves Ferreira, para sempre lembrado por todos os que alguma vez te conheceram.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Voltei hoje de umas mini-férias que passaram aos sacões (que é como quem diz, ora passavam depressa ora passavam devagar, ou melhor, quase não passavam...xD). Estava lá eu ontem, no meu quartinho (naquele momento) apenas iluminado por velas, a ouvir música naquele "rádio" que já deve ser mais velho do que eu (mas que sintoniza melhor que o que tenho cá em casa, curiosamente xD) e a pensar... numa certa pessoa xD, quando me lembro! "Mas não há aqui um livro de sonetos do Camões...? 'Bora já lá acima buscá-lo :D!" Como se verificou, e para meu desapontamento [snif-snif], o livro não estava lá (algo que eu deveria ter previsto, uma vez que foi o meu pai a escolher os livros que levámos para lá e quais ficavam cá; assim, o que acabou por acontecer foi que temos metade dos Lusíadas, metade dos Maias, metade de quase tudo, lá, e a outra metade cá... -.- ). O que estava era o livro do 11º ano de Português da minha mãe, que se revelou (quase) igualmente útil: encontrei MONTES de poemas do Camões, a maioria deles da medida velha, mas também lá estavam alguns sonetos. Só não lá estava um dos meus favoritos (que é também um dos mais conhecidos), por isso a primeira coisa que fiz quando cheguei a casa há bocado foi ir procurá-lo, encontrei-o!!! xD Assim sendo, pode-se dizer que este é um motivo mais do que suficiente para dedicar este post ao autor dos poemas que em seguida transcrevo, que foi um dos grandes génios da literatura nacional, para sempre imortalizado nas suas obras e por exprimir de forma tão "simples" (mas complexa xD) um dos sentimentos que nos movem nas nossas vidas.

Estes são os meus poemas favoritos de Camões (não conheco muitos, verdade se diga...xD). São também aqueles com que mais me identifico (salvo seja: não esqueçamos que Camões era um homem a escrever sobre mulheres... no meu caso seria mais ao contrário...xD lool [momento de parvoeira xD] )


Aquela cativa,
Que me tem cativo,
Porque nela vivo
Já não quer que viva.
-
Eu nunca vi rosa
Em suaves molhos,
Que para meus olhos
Fosse mais fermosa.
-
Nem no campo flores,
Nem no céu estrelas,
Me parecem belas
Como os meus amores.
-
Rosto singular,
Olhos sossegados,
Pretos e cansados,
Mas não de matar.
-
Ua graça viva,
Que neles lhe mora,
Para ser senhora
De quem é cativa.
-
Pretos os cabelos,
Onde o povo vão
Perde opinião
Que os louros são belos
-
Pretidão de Amor,
Tão doce a figura,
Que a neve lhe jura
Que trocara a cor.
-
Leda mansidão
Que o siso acompanha;
Bem parece estranha,
Mas bárbara não.
-
Presença serena
Que a tormenta amansa,
Nela enfim descansa
Toda a minha pena.
-
Esta é a cativa
Que me tem cativo
E pois nela vivo
É força que viva.



Tanto de meu estado me acho incerto,
Que em vivo ardor tremendo estou de frio;
Sem causa, juntamente choro e rio,
O mundo todo abarco e nada aperto.


É tudo quanto sinto, um desconcerto;
Da alma um fogo me sai, da vista um rio;
Agora espero, agora desonfio,
Agora desvario, agora acerto.


Estando em terra, chego ao Céu voando,
Num'hora acho mil anos, e é de jeito
Que em mil anos não posso achar um'hora.

Se me pergunta alguém porque assi ando,
Respondo que não sei; porém suspeito
Que só porque vos vi, minha Senhora.



Amor é fogo que arde sem se ver
É ferida que dói e não se sente
É um contentamento descontente
É dor que desatina sem doer
-
É um não querer mais que bem querer
É solitário andar por entre a gente
É nunca contentar-se de contente
É cuidar que se ganha em se perder
-
É querer estar preso por vontade
É servir a quem vence, o vencedor
É ter com quem nos mata lealdade.
-
Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos amizade,
Se tão contrário a si é o mesmo Amor?

PS: Obrigada à stora de português, que me facultou (e ao resto da turma xD) todos estes poemas, e mais alguns.