quinta-feira, 8 de outubro de 2009

A nova rotina

Que m***a de vida é esta? Não se passa uma semana que não chore, não consigo estar aqui por inteiro, sempre com a cabeça noutro lugar que nem eu sei onde é, não consigo prestar atenção a nada mais do que o essencial para perceber do que se está a falar (e, mesmo assim, não ha forças para falar sobre esses mesmos assuntos). Já não sinto o impulso da adrenalina no coração há demasiado tempo (mas há tempo suficiente para ainda me lembrar de como é), peno até por o meu coração já não estar lá, há demasiado tempo. Mas será que alguma vez lá esteve? Pode-se perder assim o núcleo da nossa existência? Parece que o perdi, e levou consigo o meu ser, o que era, o que fui, o que senti. Deixou-me apenas o desgosto, a angústia, o desespero. Porque, agora, já não penso voltar a encontrá-lo, penso que o meu coração se perdeu. Mas, em boa verdade, quem é que alguma vez o quis? Se me iludi a pensar que isso era possível foi por julgar que poderia ter um papel similar aos outros seres meus semelhantes, chamados de seres humanos, e que fosse suposto não ficar sozinha; não pensámos todos alguma vez que tínhamos sido feitos em moldes de dois, as tão famosas "almas gémeas"? Mas, se eu sempre soube que era diferente (alguém pode dizer o contrário? são os meus próprios amigos que mo lembram todos os dias), apenas me enganei ao pensar que o meu destino não o seria também. E, se é destino de todos terem um par, então é certo que estou destinada a ficar apenas comigo como companhia, porque tudo o resto me foi vedado.

Mas, se assim é, apenas pergunto uma coisa: se aqui estou, não é por acaso, e (não importa o que digam) não acredito que tenhamos sido "escolhidos" para estar aqui para sofrer. Assim, e se não devo ficar com ninguém, por que motivo se lançou o amor no meu caminho de forma tão flagrante?

Desta é que é! (xD)

Pode ser que sim, pode ser que não... bem se alguém ler isto é porque sim xD.

Toda esta conversa da treta porque ontem tive uma (quase) altercação violenta com o Blogger. Digo quase porque, como todos nós sabemos, já tivémos muitas vezes a vontade de dar um bom soco ou pontapé (ou os dois xD) ao computador (fosse por que motivo fosse), mas também sabemos que não adiantaria de nada (a não ser que o objectivo fosse mesmo destruir o dito PC, e mesmo assim era capaz de não resultar muito bem...). Assim, abstive-me de acções inúteis (se bem que um grito de frustração também tivesse calhado muito bem... mas estava gente em casa; não seria muito agradável gritar com o computador e depois ter alguéma gritar comigo :/ ).

Mas o que causou tudo isto? (na verdade, podia ter sido quase qualquer coisa, mas desta vez não foi algo de insignificante; embora, se formos a ver bem, quando é que admitimos que queríamos "matar" o computador por algo que, na nossa opinião, era insignificante? Hum...) Mas o que interessa é que eu tinha escrito um texto, e não era um texto normal (e daí talvez fosse, mas, "vá lá", era, "portanto", aah... diferente). Era cheio de sentimentos (parvos, idiotas, auto-destrutivos, mas vinham da minha cabeça, ora!), e, ainda por cima, estava escrito em inglês!! (não é raro eu pensar em escrever alguma coisa em inglês; raro é eu escrever mesmo alguma coisa em inglês, a sério, e postá-la; ora havia-de ser logo nesse dia que o malfadado do texto havia de desaparecer, han?!?) Sim, o texto, o meu especial texto, desapareceu! E estava tão bem feitinho... :'( (xD) Então estava eu a seleccionar o texto, como habitualmente faço e imagino que as outras pessoas façam, shift+seta para cima (porque comecei a seleccionar do fim do texto), e quando ele está todo seleccionado PUFF, APAGA-SE!!!!! E, logo a seguir (um segundo!), eis que o blogger decide guardar o rascunho, evidentemente apagando as grvações anteriores.

Se tivesse sido possível eu deitar fumo pelo nariz, ontem teria sido de certeza um dos poucos dias em que isso teria acontecido (poucos... é verdade que me enfureço facilmente, mas fúria+frustração+ultraje é uma combinação poucas vezes alcançada xD e ainda bem! tanto para a minha saude como para a dos que me rodeiam xD) (só me lembro de ter ficado assim furiosa algumas vezes, sendo que a que me vem primeiro à cabeça foi o dia em que tive aquela "discussão" com o Fábio, que envolveu um lápis na mão da Joana e duas chapadas...xD Ainda me rio quando me lembro que fiquei dois dias sem falar com ele, e ele comigo xD mesmo Tó esse :P )

O que eu mais queria agora era re-escrever aquele maravilhoso texto, mas como acho que não vale a pena (não ia ficar nada de jeito, e estou sem paciencia para fazer o que quer que seja neste momento... apatia... letargia... o costume), vou ver se arranjo outro guilty pleasure para ocupar as horas mortas (e, se fosse por aí, tinha de arranjar alguma coisa que me ocupasse a vida inteira... mas ok xD).

sábado, 26 de setembro de 2009

Algumas das frases mais bem ditas

Numa coisa eu tinha razão: coragem arranja-se sempre.

Para contrapôr, uma das pessoas que mais estimo [minha mana ;) ] expressou por palavras o que eu já devia ter dito há muito (mas mesmo muito) tempo. Aqui vai a frase da semana (devia ter sido a frase do ano passado, mas enfim...):

"Digo-te a verdade por mais que seja suicida: curto mesmo de ti, mas curto mais da minha vida."



Go Sis ; )

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Mais surpresas (constantes, mas que ainda surpreendem!)

Surpresa n.º 1: Sinceramente, nunca pensei escrever um post só por escrever, (ou, melhor) só por querer escrever e (caso [muito] raro) não ter um assunto específico (mas arranja-se já! Falemos disso então, da falta de assunto... xD). Por isso, vou falar primeiro do que tenho andado a fazer, e só depois passo para a surpresa n.º 2 (que acaba por ser mesmo esta: escrever sobre o que tenho andado a fazer?? Quem sou eu??? De certeza que ainda me chamo Sofia?! xD) (será, por tanto, a surpresa n.º 3, mas adiante xD)

O que tenho andado a fazer (num estilo mais Twitter, "what have I been doing lately?" »» xD)... Hum... Well... Er... Muito sucintamente (outra surpresa em mim, mas não a vou numerar xD), o Projecto. É isso. (vá, 'tá bem, "draft4", é mais preciso, ok? xD) Sim, é uma ideia muito vaga, mas no Natal será tornado público para certas pessoas, uma espécie de prenda, se lhe quisermos chamar assim. Mas, mais do que uma prenda, este projecto é uma forma de realização pessoal. Não posso expandir muito a minha explicação, mas posso dizer que é algo que me preenche de certa forma, que me ocupa, e que gosto imenso de fazer, e vou certamente ficar com pena quando acabar (já sinto saudades, e ainda mal passei do meio!). Para falar verdade, foi algo que simplesmente me ocorreu, de repente, e no momento seguinte comecei a trabalhar. Não gosto de trabalhar à pressão, por isso vou devagar, mas sinto que vou depressa demais, porque já lhe vejo o fim... : (


Surpresa n.º3 (que não devia ser surpresa, mas enfim...): "Twilight Saga"= vício
Pois, parece que sim... E, ainda mais estranho (como se isso fosse possível xD), identifico-me mais uma vez com... o personagem que, em princípio, menos tem a ver comigo. Any guess? Bingo! Vampiro, alto, belo, rapaz... (poderá haver mais diferenças? xD) Cheguei à conclusão de que me identifico (psicologicamente :P) com o personagem Edward Cullen. (e esta pode ser a surpresa n.º4: escrever no meu blog [ou em qualquer outro sítio!] sobre a minha "relação" com personagens fictícios! Poderei ficar ainda mais doida?? xD) Explicar esta escolha terá de ficar para outro dia, ineflizmente (oooooooohhhhhhhhhhh... xD e sim, eu sei que a minha escrita é a coisa mais desesperante da vida xD), por isso passamos à...

Surpresa n.º5 (e, masi importante): Uma frase > Primeiro, falta de ar; agora, mesmo com o ar poluído, ainda consigo cá estar (que é como quem diz, não morri xD)

Surpresa n.º6 (e última, at last): vou acabar este post com o assunto com que o comecei: surpresas! (raro, não é?)

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Já falta pouco! =DD














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Bem, há imenso tempo que não escrevia! (mas também, para escrever coisas parvas, mais vale não escrever de todo xD) Pareceu-me uma boa ideia recomeçar, nem que fosse só para não deixar este espaço a acumular pó xD. E já que estou numa de "Twilight Saga", e depois de ver o site oficial da Stephenie Meyer, decidi publicar (e, antes disso, pôr no papel, ou melhor, no PC, poruqe só a tinha ainda na cabeça) a minha playlist das músicas que associo ao livro New Moon (Lua Nova, em português), desta autora. Todas as músicas estão por ordem cronológica, ou seja, os momentos a que se adequam (segundo o meu gosto pessoal, claro xD) seguem a ordem da história do livro. Eu já tinha pensado em fazer isto, mas de uma forma abstracta. Só vi bem como podia ser feito depois de ter visto algo muito semelhante (mas com músicas diferentes) no site da Stephenie Meyer (já agora, a playlist dela para este livro está AQUI). Tal como ela, pus à frente de cada música a inicial personagem com a qual a identifico.


Nota: Algumas músicas estão relacionadas com o estado de espírito das personagens, outras com uma situação concreta da história (mas estas são mais raras xD). Algumas relações têm a ver com a letra da música, outras com a própria melodia (pode acontecer estas duas estarem em "contradição").

Enjoy ;)



  • Sitckwithu, Pussycat Dolls (B)
  • I Don't Want to Miss a Thing, Aerosmith (E)
  • Like You'll Never See Me Again, Alicia Keys (E)
  • Pressure, Paramore (B)
  • Guilty, The Rasmus (E)
  • Sail Away, The Rasmus (E)
  • Behind These Hazel Eyes, Kelly Clarkson (B)
  • Going Under, Evanescence (B)
  • I'm Lost Without You, Blink 182 (B)
  • Hear Me, Kelly Clarkson (B)
  • Forgiven, Within Temptation (B)
  • All Star, Smash Mouth (J & B)
  • Picture of My Own, Fingertips (B)
  • Here Without You, 3 Doors Down (E & B)
  • When You're Gone, Avril Lavigne (B)
  • Missing, Evanescence (B)
  • Crawling, Linkin Park (B)
  • Memories, Within Temptation (B)
  • Breathe Easy, Blue (E)
  • Unwritten, Natasha Bedingfield (B)
  • Breaking the Habit, Linkin Park (B)
  • Somewhere I Belong, Linkin Park (B)
  • What I've Done, Linkin Park (E)
  • Untitled, Simple Plan (E)
  • My Soul Pleads For You, Simon Webbe (J)
  • Say It Right, Nelly Furtado (B)
  • Dragonfly, Coldfinger (B+Alice scene)
  • Iris, Goo Goo Dolls (E & B)
  • The Reason, Hoobastank (E)
  • Nothing Else Matters, Metallica (E & B)
  • Gabriel, Lamb (E & B)

Nota2: A lista ainda não está completa. Em breve vou disponibilizar as músicas para se ouvirem directamente no blog.

Deixo em baixo um trailer do filme, que sai em Novembro em Portugal (já li que era a 19, mas no site da SAPO-Lusomundo diz que é a 26, agora não sei...)


terça-feira, 4 de agosto de 2009

Desembucha!!

"O primeiro dever da inteligência é duvidar de si mesma." Não sei quem dise isto, não me lembro agora, mas foi de certeza um tipo bastante esperto. TipO, porque as mulheres não são assim tão dramáticas. Com a excepção da minha pessoa, claro.

Agarrando numa alusão feita pela srª Stephenie Meyer pela palavra de uma das suas personagens, Bella, pode dizer-se que me assemelho a uma casa. Só que está vazia. Dantes, antes de haver casa, era só um campo relvado, as crianças iam para lá jogar á macaca e jogar futebol (também lá jogava, com todos os outros). Depois, chegaram outras crianças, diferentes, ou entao foi só o campo relvado que mudou de sítio, sim, deve ter sido isso. E essas crianças já não jogavam comigo, porque me achavam diferente. Por isso conrtruí uma casa, onde pudesse convidar os que gostasse mais. Mas fui-me apercebendo, até agora, que a casa esta vazia, sem uma cadeira sequer. Isto porque a porta é demasiado pequena para passar móveis, e as janelas também, embora haja muitas. Parece que apesar disto, nunca ninguém olhou para dentro desta casa, se bem que alguns já tenham prestado alguma atençao às suas paredes, ou assim parece.
Sinto-me cada vez mais como uma casa vazia; está em muito bom estado, boa vista, virada para sul (apanha sol todo o dia, embora nunca esteja quente), mas mesmo assim vazia. Só paredes, sem nada, brancas, sem ninguém que viva lá dentro, excepto eu. Vivo dentro de mim própria. Não sei porquê; Será medo? Sim, montes de medo. De quê? De tudo. Do que os outros pensam de mim, do que vão pensar se eu disser "isto", do que vão pensar se eu não disser "aquilo", e, claro, e mais importante, das consequências desses juízos de valor. Medo, especialmente, de ficar sozinha, só. Porque, no fundo, não me consigo valorizar. Ok, tenho 18's e 19's e 20's, que bom. E de que é que isso me valeu? Valeu-me a placa na testa a dizer "NERD", "TÍMIDA", "ESTRANHA", "A EVITAR".Que fantástico, excelente mesmo. De que me vale a simpatia, se tenho medo de errar no mais básico (e que supostamente deveria ter vindo por defeito enquanto pessoa que sou), a socialização? É que, bem vistas as coisas, é mesmo muito estúpido: ao ter medo de falar por ter medo de ficar sozinha, acabo por ficar calada, e ninguem fala comigo, fico sozinha na mesma. Mas, e se eu falar, e disser a coisa errada, e todos me ficarem a odiar por isso? (eu sei, so what, quem se rala que eu diga a coisa errada, mas que se há-de fazer? sou parva por natureza)

E depois quero falar. Mas falar com quem? A única pessoa no mundo que eu tinha a certeza (e ainda tenho) que pensa da mesma maneira do que eu é a que há menos probabilidade de me ouvir (depois de me dar com os pés, sem sequer se dar ao trabalho de mo dizer ele proprio, de certeza que não tem paciencia para mim. ja antes não tinha, quanto mais agora). Há quem seja prestável, mas infelizmente, mesmo compreendendo o que eu penso, não tem o mesmo raciocínio do que eu (não sendo isto depreciativo), por isso não me pode consolar. Chego à conclusão de que eu sou a unica pessoa que me pode consolar. Mas que consolo dá uma casa vazia, que nem sequer pode ser preenchida?

Penso que chega inevitávelmente um certo ponto da vida de uma pessoa (qualquer pessoa, aliás) em que nos esquecemos (ou assim parece pelo menos) que para apreciarmos o bom temos de passar pelo mau, ás vezes pelo muito mau mesmo. Por isso vale a pena pensar que as coisas más têm um propósito, muito importante até: como poderíamos apreciar o riso, o bom riso, se nunca tivéssemos chorado, chorado a sério? Como poderíamos saber até que ponto amamos alguém sem nunca nos separarmos dessa pessoa? Melhor: Como poderíamos saber o alívio da esperança, sem termos nunca chegado ao fundo do poço, em desespero? E não nos iludamos: as estrelas podem não formar desenhos perfeitos, mas há sem dúvida uma (não tão) subtil perfeição (segundo uma certa óptica de perfeição, sempre) em todos os seres do universo, que nos faz (querer pelo menos) acreditar num propósito, superior ou não, que pode cingir-se a nós ou ter em conta o todo, mas que está lá, presente, no simples facto de estarmos aqui. E, acima de tudo, existe para nos lembrar "que a noite tem fim", que o inverno não dura para sempre ("Nothing's ever built to last", incluindo as partes menos boas :) e é assim, aceitar significa que conseguimos lidar com isso, viver com medo é a melhor maneira de conseguir o que menos queremos).


"Ás vezes a sorte bate-nos á porta quando estamos no jardim a procura de trevos de quatro folhas."

E se eu cometer um erro? Então significa que consigo enfrentar essa possibilidade, porque não é algo fatal, e que estou pronta para o corrigir. Isto significa que me aceito com as minhas próprias "falhas", o que me permite aceitar também os outros. E, se eu aceito os outros com as suas falhas, porque não hão eles de me aceitar com as minhas? Faz sentido. Não estamos cá para lixar ninguém, queremos conviver pacificamente. Pra quê o drama? ;)

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Being Hollow

Estar vazio é assim:






















Estar sozinho é assim:

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É ter gente à volta, mas ser transparente, sem importância, meaningless, não existente, sem essência. É ser perto de não ser. Ser um dos que estão postos de lado, como aqueles livros que temos na estantee que pegamos quando estamos mesmo sem nada para fazer (e pensamos, tens sorte livro, porque por minha vontade, provavelmente nem te ligava nenhuma). Estar translúcido na barreira do espaço-tempo, nem de um lado nem do outro, só a pairar, um espectro, perder a noção do tempo. Uma espiral que te leva cada vezmais para dentro do poço, e ainda nem lhe consegues ver o fundo. Querer estar bem, mas não estar bem em lado nanhum, com quem quer que seja, nem comigo. Não ter sonhos nem ambições, ser vazio, oco, nem tenho a certeza que a minha alma ainda exista (a existir, tem estado muito bem escondida, porque não tem dado sinais de si). Uma vida simplesmente sem viver, fútil, sem objectivo, sem direcção. Uma dormência constante, em que não estou a dormir nem acordada, mas que faz tudo parecer tão real como um sonho que se esfuma de magrugada, mas que realmente nunca acaba. É uma escuridão que domina esta existência (posso chamar-lhe vida?), e, embora agora consiga ver de novo a beleza do amanhecer e a magia do crepúsculo, não consigo escapar à noite que me consume.



Will I ever get fixed again?...