terça-feira, 28 de junho de 2011

"A única constante é a própria Mudança"

   Ao olhar para o meu perfil no Facebook deparei-me com o link deste blog, e dei por mim a pensar quando tinha sido a última vez que aqui tinha escrito. Vim ver: foi o dia em que postei o poema "à lá Fernando Pessoa Ortónimo" que escrevi a meias com o meu ex-colega de carteira/amigo -- ex- porque, agora que deixámos de nos sentar diariamente ao lado um do outro, somos pouco mais que estranhos, poucas palavras trocamos e cada vez com menos frequência, mas talvez isso se deva em grande parte ao carácter "utilitário" que julgo ver na nossa relação de amizade: parece que nos juntávamos mais apenas quando um precisava de desabafar e se sentia mesmo em situação crítica, e quando naquele momento não tínhamos mais ninguém perto que "preferíssemos". Em certa medida, se virmos as coisas deste prisma, até pode ser uma coisa boa este afastamento pois significa apenas que nenhum está tão desesperadamente mal que o outro se torna a única solução possível para exteriorizar os seus sentimentos. 
   Mas ainda assim penso que não é só disso que se trata. De há alguns meses para cá viemos a afastar-nos progressivamente, de forma espontânea, e sei que a "culpa" também é em parte minha porque não dei por isso, estando de tal forma inebriada por todas as mudanças, para melhor e para pior, que têm ocorrido nos últimos tempos. Não sei precisar ao certo quando é que isto começou a acontecer mas diria que foi sensivelmente na mesma altura em que começaram a pegar em força as modas sociais naquela so-called turma (digam o que disserem, não posso dizer que a definição de turma seja um grupo de alunos que têm aulas nas mesmas salas ao mesmo tempo com os mesmos professores; falta algo de humano nessa definição, assim como falta alguma humanidade a muitos dos que se consideram parte de uma turma) e na escola em geral, ou seja, por volta da segunda metade do 2º período. A partir daí as coisas evoluíram tão rápido que não deu tempo sequer de me aperceber do que se estava a desenrolar à frente dos meus olhos, e de repente foi como se tivesse acordado e visto tudo de cabeça para baixo. Já não se juntavam dentro da escola antes das aulas e nos intervalos com o resto da "turma", agora a turma eram os que passavam metade da vida no portão a fumar ou a "cravar", ou a beber às vezes, e a outra metade a falar e a pensar nisso. Todos os que não seguiam A Moda eram, e foram, rapidamente esquecidos e chegámos ao ponto absurdamente ridículo de, no fim do ano, nem sermos por vezes cumprimentados com mais do que um olhar indiferente de quem olha um desconhecido da parte dos que diziam fazer parte do Grupo que jamais se separaria. Nem todos adoptaram a 100% esta pseudo-lavagem cerebral, mas mesmo assim notaram-se muitas diferenças, especialmente na individualidade das pessoas. Notei, por exemplo, no meu amigo e colega de carteira que ele tinha uma espécie de comportamento duplo: um quando estava com a Malta, lá fora, e outro quando estava com o grupo (do qual nunca fui convidada a fazer parte e continuo a ignorar as razões para tal, uma vez que lá se encontravam pelo menos dois grandes amigos meus. Mas eh! sempre me deixaram tirar-lhes uma fotografia! Fui eleita fotógrafa, já me sinto realizada), dentro da escola, e que era o mesmo que tinha quando falava comigo. Quase como se quisesse distanciar bem as situações, mas sem fazer ninguém sentir-se de parte ao mesmo tempo que se tentava integrar no que ele julgava ser "o mais fixe" e manter-se no que considerava como seguro. No entanto, fiz-lhe ver pelo menos por duas vezes, quando me encontrava também perto da Malta com outros outsiders, que ele era apenas uma pessoa e que tinha de saber conciliar a forma como se dava com os dois "grupos", e vi que pelo menos nesses momentos ele ficou sensibilizado com a ideia. No entanto, aos poucos foi-se desligando cada vez mais do seu "velho eu" e chegou ao ponto de já quase nem falarmos, nem nas aulas, isto já no fim do ano. 
   Agora já pouco falamos, como referi antes. Mas não faço tenção de deixar isto continuar indefinidamente, em especial por lhe ter pedido expressamente para não quebrarmos contacto depois da escola acabar -- e ele ter concordado -- e por ele ter representado uma parte muitíssimo importante para mim este ano e ter sido das pessoas a quem mais devo por me ter sempre ouvido quando lho pedi (coisa que muito poucas pessoas se mostram disposta a fazer, independentemente do que eu possa já ter feito por elas). Se há mudanças que eu quero manter, e este ano foi especialmente rico em mudanças de todos os tipos, esta é uma delas; não quero deixar as coisas voltar ao que eram dantes.

   "Ao olhar para o meu perfil no Facebook"... Como tudo mudou, de facto. Eu, que tinha jurado a pés juntos que não faria mais parte de modas inúteis como redes sociais (depois da desastrosa experiência Hi5 que não servia para mais do que fazer as pessoas, normalmente com menos de 15 anos, sentirem-se importantes, algo que comigo nunca resultou), vejo-me agora como uma quase-dependente voluntária desse site... Posso mesmo dizer que sinto um certo desprezo pela minha parte racional e deliberante por ter chegado ao ponto de ser quase a primeira coisa que faço quando ligo o computador, todos os dias. Não que seja daquelas pessoas que dizem ficar enojadas, deprimidas e sabe Deus mais o quê por ficarem um dia afastadas do Facebook, Messenger ou outra rede social, ou mesmo do telemóvel; simplesmente tenho uma necessidade cada vez maior de estar contactável a qualquer altura por uma quantidade de pessoas que, se precisassem de falar comigo, certamente encontrariam alguma forma de o fazer mesmo que eu não estivesse online e com o telemóvel desligado, porque basicamente sabem onde eu vivo (!). E o mais estranho é que aceito tudo isto de forma pacífica demais para mim, tendo em conta que me conheço há 18 anos e assumindo que, na realidade, me conheço, coisa de que nunca posso ter a certeza dada a variedade de coisas diferentes que se passam dentro da minha pessoa (nomeadamente esta irritante mania de absorver como uma esponja certas marcas literárias dos autores que me fascinam; de momento, estou em modo Fernando Pessoa). Mais estranho ainda é o facto de não ter aderido ao "Face" pela simples moda ou por "necessidade" (por exemplo, necessidade de falar com alguém em especial) mas sim para experimentar; e foi uma experiência positiva. Curiosamente logo depois de me ter ligado à Rede outra pessoa também se ligou, e houve de facto uma certa necessidade de estar no face a toda a hora, mas ainda bem que o que não é bom não dura para sempre porque em breve tal necessidade se desvaneceu.

   Infelizmente, o que é bom também não dura para sempre. Mas agora a questão impõe-se: se é bom viver num sonho, numa ilusão de harmonia, não será porém preferível acordar de uma vez por todas dessa fantasia e viver no mundo real, onde sabemos com o que podemos contar e podemos ansiar por algo verdadeiramente bom em vez de um bom sonho? Embora saiba o quanto é desejável o sentimento de segurança que leva a essa "harmonia", não consigo viver num sonho de estagnação que a cada dia se torna mais como um pesadelo; prefiro acordar e saber que estou desprotegida, pois só assim posso partir para a acção e fazer os possíveis --  e às vezes os impossíveis -- para viver uma vida realmente melhor. Foi assim que tomei uma grande decisão este ano, que mudou de forma radical a forma como me relaciono com os outros e como me vejo. (...)

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011


Sentimentos desperdiçados e sonhos despedaçados
(Memórias de um futuro longínquo).
O tempo não pára, as pessoas mudam,
E vemo-nos tão longe de nós
(Distância ilusória do tamanho da vida).

Viver na sombra de mim próprio
É como que um sonho preso,
Mas não por grades (estas não prendem os sonhos).
As mãos prendem (se imóveis)
A boca prende (se fechada) 

E o medo de ser livre toma conta de nós.

Agora que a noite chega, a sombra desvanece.
Soltam-se as mãos, a boca e a alma,
E sou eu que faço sombra a um dia
Que é o sonho dos outros;
Anjo negro a mostrar o caminho da luz.




by: Mark e Sofia                     

20 de Janeiro de 2011                     
(em Matematica, para ser mais precisa =P)                   

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Sempre chorei no fim de ano, mas sem saber porquê. Este ano sei, e não é por isso que deixo de chorar. Preferia não saber.


Bom Ano Novo

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

O Alberto Caeiro era um génio... !


  • Porque é que as pessoas se preocupam tanto com o que lhes falha em vez de com o que lhe corre bem? Ainda vêm dizer que o erro é pedagógico, mas passam a vida com medo de errar... (é um daqueles paradoxos que não é mesmo suposto fazerem sentido » devem ser reparados ;) )

  • Porque é que há tanta gente que pura e simplesmente não pensa, e depois os que pensam, pensam demais?? (e, como de costume, focam-se sempre no que não interessa... em vez de utilizarem essa maravilhosa ferramenta [a.k.a. inteligência] para perceberem que há um lado positivo em cada experiência e que os desapontamentos são apenas formas de nos incentivar a fazer cada vez melhor. Só ficamos desapontados porque sabemos que conseguimos fazer melhor ;) )
E depois há aquelas coisas de que nos vamos apercebendo...

  • Inconscientemente, estamos à espera que algo aconteça. Acontece. Ficamos mesmo felizes =D parece que foi obra do destino. A seguir acontece outra coisa, como se anulasse o efeito da outra, e pensamos que "interpretámos" mal o significado do destino. Gente, a cena é: Essas coisas não têm um significado real, simplesmente acontecem. Podes fazer com elas o que quiseres. É aleatório. Ou seja:

  • (e este é ponto assente) Há coisas que não são para ser pensadas. Quando pensas nelas, tentas compreendê-las ou defini-las, acabas inevitavelmente por criar algo que não existe (crias a definição de algo que não é definível, é apenas sensível). E quando te apercebes que fizeste o que não devias, já não te lembras do que era anteriormente, porque substituíste o original por uma definição, e agora?? Podes sempre começar de novo :) O que não deves fazer:

  • Culpar-te, martirizar-te, cruxificar-te, porque erraste. Eish, pois é, já viste, és humano! =P Sim, e que tal tirares a cabeça da areia e passares à frente? Agora que percebeste que há uma maneira de fazer as coisas correctamente, mais vale tentar (e tentar, e tentar, e tentar, até conseguires) do que ficar parado a lamentar, não? ;P

  • Muitas vezes as pessoas espantam-se com o que está dentro delas, porque pensavam que não eram capazes de fazer metade do que fizeram, e ganham força para fazer ainda mais. A iniciativa e a motivação fazem uma óptima espiral para te sentires melhor: quanto mais quiseres, mais consegues, e mais queres atingir o nível seguinte.

  • E o melhor é: enquanto lutas pelo que queres, e tentas, e tentas, e tentas, não te lembras de pensar. Apenas sentes o que se passa dentro de ti, habituas-te a ver as tuas "falhas" como características, e obrigas o teu cérebro a produzir muito mais endorfinas ;) (não que ele se importe, claro)

Vai por aí e faz o que quiseres. Ninguém te vai dizer que não. O juiz mais severo das tuas acções e pensamentos és tu próprio. Deixa-te viver como deve ser, não te prendas a convenções que nem sequer existem (quer dizer, existem para ti uma vez que foste tu que as criaste). As coisas são como são, existem porque é assim (e se têm algum significado é porque tu lhos deste; tira o rótulo ;) ). Mais de metade (leia-se: 99%) das coisas em que pensamos quando pensamos demais são exactamente aquelas que não devem ser pensadas, não têm correspondência no raciocínio; são para ser desfrutadas, assimiladas, absorvidas pelos sentidos, observadas, escutadas, tocadas, cheiradas, saboreadas, sentidas. Não te importes com o que os outros pensam ou dizem, apetece-te fazer alguma coisa: faz. Enquanto hesitas, alguém vem primeiro e ZÀS, adeus oportunidade. Apetece-te dizer alguma coisa: diz. O mundo é teu: és tu que o fazes. A originalidade é espontânea, não tentes ser forçosamente diferente dos outros, é o que toda a gente passa a vida a fazer =P Também não vale a pensa pensares em ser tu mesmo, ao pensares nisso já te estás a alterar... Apenas faz o que te der na cabeça. Sê feliz ;P

terça-feira, 15 de junho de 2010

Não é meu costume falar de outros blogs aqui (normalmente acho que não vale muito a pena; afinal, quem é que lê este?), mas toda a regra tem sua excepção. E esta é, sem dúvida, uma excepção de peso.

Descobri há uns dias um pequeno (grande) blog, chamado http://bastidoresdoser.blogspot.com/ . Como qualquer pessoa que esteja habituada a explorar blogs já viu, blogs e bloggers são coisas que não faltam por aí. Também se percebe que muitos desses bloggers pouco ou nenhum jeito têm para escrever. O mesmo não se pode dizer do blogger autor deste blog que descobri recentemente; sim, se há coisa que não lhe falta é talento! (Não me vou lançar num rol de adjectivos todos bonitos e lamechas, don't worry ;) primeiro, porque provavelmente não saía nada de jeito, e depois porque também não sei até que ponto devo elogiar uma pessoa que não conheço. Se bem que mal não devia fazer, penso eu...)

Foi daquelas coisas em que tropeçamos por mero acaso, e, quando vamos a olhar, percebemos que é algo de verdadeiramente valioso. Na minha opinião, pelo menos. Na minha opinião, não há nada mais importante do que sabermos e conseguirmos expressar-nos, e conseguirmos transpor os nossos sentimentos para palavras não tem preço. Por isso, quando "tropecei" naquele blog, fiquei maravilhada: [rol de elogios bonitos e lamechas]! Mas falando a sério: é raro, para mim, encontrar alguém que consiga escrever assim: de forma muito poética e, no entanto, clara. Ao ler o resto do blog, não consigui evitar surpreender-me com cada novo post, porque a escrita deste blogger, mesmo sendo sobre temas pessoais, consegue ser tão profunda e sentida que nos sentimos (nós, os leitores) como se fôssemos transportados para aquele mundo de outra pessoa (isto tudo sem nunca saber de quem o blogger escreve), em que todos os temas são pessoais e, mesmo assim, se aplicam tão bem a nós como se nós próprios tivéssemos escrito o texto.

Perante isto, e vendo que já não tenho mais palavras para explicar tudo o que quero, tenho, ao menos, de dizer isto: quem me dera conseguir escrever assim. (E tudo o que está neste blog é prova de que eu gostava de conseguir escrever de forma mais poética; tudo o que consegui foram textos quase analíticos --' enfim, pode ser que com o treino isto vá lá xP)

Mesmo assim, confirmou uma teoria minha: escrevemos melhor quando estamos apaixonados. (Por isso é que eu já não escrevo nada de jeito desde Junho passado xD e gostava muito, mas muito mesmo, de voltar a escrever como deve ser. Por favor...?)

PS -- Mensagem para o blogger de que falei (na remota hipótese de alguma vez na vida vir a ler isto): Continua a escrever, porque te faz bem a ti (não devo ser eu a única a achar que a escrita nos "liberta", nos deixa mais leves) e aos outros (ler os teus posts sabe sempre bem). Fica bem* ;)

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Act: PARA SEMPRE

... e é assim que vemos mais um ano chegar ao fim. Mas desta vez é algo diferente. Ok, sabemos que não vamos conseguir ficar realmente separados, mas ainda assim penso que vale a pena deixar um pequeno texto sobre esta turma, que é só nossa, e que nunca, mas nunca, sairá dos nossos corações: ACT@



Quando saimos da primária e nos separamos dos nossos amigos de infância, raramente conseguimos reencontrá-los e ficarmos unidos como dantes. Mas quando isso acontece, algo muda. Já não se trata de um grupo de pessoas que se conheceram na primária; agora, são o Act. Com algumas mudanças, claro.

Uma delas sou eu: vinda directamente de S. João da Talha, aterrei de pára-quedas na turma do 5ºA da escola D. Martinho Vaz de Castelo Branco e, embora as coisas não tenham sido perfeitas, "sobrevivi" ainda com algumas gargalhadas à mistura; digamos que foi o suficiente para ser considerada da turma. A Filipa, o Kevin e o Hugo também não faziam parte da "turma da primária", mas rapidamente se tornaram numa parte indispensável do nosso A. Mas enfim, o 9º ano chegou, e deu-se a "selecção natural": when the magic happened...



Já no Forte, foi-nos então apresentado o Act: uns quantos "caramelos" do A da D. Martinho, mais alguns do B, e, para ficar uma boa mistura, veio também pessoal do A da Aristides. O que é bastante irónico nisto tudo é que nós, do A, nunca gostámos muito do B (devido principalmente ao que os stores diziam), e acho que eles também não eram muito fãs nossos xD Além do facto de haver sempre aquela "rivalidade" (digamos assim) entre a D. Martinho e a Aristides. Essa foi a primeira coisa que reparei naquela turma: parecia ter sido escolhida a dedo!

Mas nem tudo o que parece é, e como viemos a perceber, melhor mistura seria impossível, mesmo sendo à partida uma mistura bastante heterogénea...


Não sei como foi o primeiro dia de aulas para o resto da turma (porque eu cheguei uma semana depois), mas eu senti-me como se tivesse chegado à minha verdadeira casa (e essa sensação continua ainda hoje, na maior parte dos dias). Ver as pessoas de quem eu mais gostava chegarem ao pé de mim e abraçarem-me, ver que tinham tantas saudades minhas como eu tinha delas, foi dos momentos mais emocionantes da minha vida, e fez-me começar a ver as pessoas que me rodeavam de outra forma. Até aí, sentia-me como se ninguém se importasse verdadeiramente comigo, mas a partir desse dia, desse primeiro dia, comecei a perceber que tinha realmente um lugar no coração dos outros, e a sentir que valia na verdade alguma coisa por aquilo que era. Estas pessoas fizeram algo que eu até aí julgara impossível: fizeram-me sentir realmente parte de uma Turma, de algo maior que cada um dos seus elementos, de algo que é muito mais que a simples soma das suas partes, em que uma delas sou eu. No 10ºAct senti-me, pela primeira vez (desde que saí de S. João), à vontade com toda a gente, porque sentia que eu pertencia ali, que era ali que eu devia estar, com todas aquelas pessoas que, tal como eu, eram e são diferentes, e sabendo que nos aceitamos por aquilo que somos. O Act tornou-se, desde o primeiro dia, a minha segunda família (e mesmo sendo uma família que eu poderia ter escolhido, não teria mudado nada).

Tudo isto no primeiro dia. Bem, o que posso dizer, foi um grande dia! E vi que todos estávamos mais ou menos no mesmo patamar: não nos conhecíamos ainda (a não ser aos que eram das "antigas turmas"), mas já nos dávamos bem e simpatizávamos uns com os outros, e isso foi fundamental para nos tornarmos o que somos hoje.

Tudo corria bem: facilmente nos começámos a conhecer melhor, tínhamos os melhores stores do mundo, e já começávamos a demonstrar que éramos uma turma unida. A visita de estudo ao planetário, o dia dos insufláveis lá na escola, lembro-me de tudo como se tivesse sido ontem. No entanto, aconteceu algo que nos chocou a todos até ao fundo da nossa alma: a partida do Miguel não deixou ninguém indiferente. E como podia, se, tendo-nos conhecido apenas há dois meses, já tinhamos deixado de ser 25 pessoas e éramos agora um só ser, Uno, que ri, chora e sofre em conjunto, e para quem a perda de alguém tão querido como o Miguel, longe de nos fazer chorar sozinhos, nos juntou ainda mais e nos fez dar a mão uns aos outros e levantar de novo a cabeça, assumindo a dor e mostrando ao Mundo que por um dos nossos somos capazes de tudo? Sim, porque o Act é isso: é União, Amor, Solidariedade, Apoio, Amizade, Partilha, e somos capazes de ir até ao fim do mundo por um dos nossos. Por isso é que o Act é único: porque nós somos Únicos, e nunca desistimos.

Todos nos lembramos que os tempos seguintes foram difíceis; mas também sabemos que, embora a memória não desapareça nunca e a saudade aumente a cada dia que passa, juntos fomos capazes de nos levantar e seguir em frente, e isso tornou-nos mais fortes. Ao longo do 10º ano, crescemos e mudámos, e também a Turma mudou, mas não deixou de ser o Act. Continuámos a rir juntos, a lembrar juntos, a fazer as nossas parvoíces (e o que seria do Act sem as nossas parvoíces? xP), as danças de Educação Física... Bem, é melhor perguntarmos o que não fizémos juntos xD

E chegámos assim às férias de Verão. Três meses de inércia, já bem merecida!, e já estamos de volta ao Forte da Casa, Setembro de 2009, back to school everyone! É claro que a parte boa foi voltar a estarmos juntos, desta vez como 11º Act. Nada tinha mudado como sabemos: uns estavam mais bronzeados, outros mais "esquecidos" (como já é costume xD), mas continuávamos a ser o Act. Ah, e este ano com alguns upgrades! Os vídeos do "Olá meninos!" (um grande obrigado à Ju por esta ideia ;) e por levar sempre a máquina xD), os das avaliações de Inglês e de Educação Física... Parece que rir é mesmo das coisas que fazemos melhor quando estamos juntos! xD

Ah, mas estamos no 11º ano! Exames à porta... ou seja, muito estudo, certo? Acima de tudo, mais stress do que o desejável. Intermédios, matéria dada a correr, exercícios... Mas, felizmente, conseguimos sempre encontrar os nossos momentos de relax ;) As horas de almoço passadas no campo ou na relva, os intervalos a dançar merengue (continuo a achar que devíamos ter gravado xP), o Pacto do Mambo (quem é que ainda se lembrava disto?? só nós para inventar xD), e mais uma catrefada de coisas que só nós sabemos fazer para passar o tempo e para nos divertirmos.

Isto para não falar das visitas de estudo, que este ano não foram poucas: Oceanário (alguém se lembra das histórias/notícias que tivémos de escrever? omg), Museu de História Natural (onde começou aquele jogo parvo do capitão ou lá como se chama...já nem me lembrava deste xD), Estremoz (são dos melhores vídeos da turma de sempre!), e Sintra (o que é que fizemos em Sintra? Ah, pois foi, encontrámos aquele homem estranho lá no parque xD essa foi demais xD).

E as nossas conversas à hora do almoço...
E as nossas conversas com a DT nas aulas de 3a feira... Só nós conseguimos convencer uma stora a não dar aula e a ficar a conversar connosco, seja de futebol, seja de música, seja do que for!
E quem mais é que fica sentado na estrada à espera do autocarro?

Enfim, somos o Act.


No entanto, a dor da perda volta a abalar-nos, e embora não tenha sido um de nós, sentimos como se tivesse sido, porque quando Um sofre, Todos sofremos, e todos ajudamos e apoiamos. Sabemos que não vai passar rápido, mas estamos aqui para tudo o que for preciso, sempre.

Se há algo que temos aprendido é que, na nossa turma, todos funcionamos como Um, e a dor de um é a dor de Todos. Sofremos juntos, choramos juntos; mas também rimos juntos, e partilhamos a felicidade uns dos outros. É isso que faz de nós o Act: vidas diferentes, que se cruzaram e não podem mais ser separadas, porque tudo o que vivemos juntos foi e é tão forte que ser parte do Act é ter todas estas memórias e pessoas gravadas no coração, para sempre. Ser parte do Act não é só ser parte de uma turma, é ser parte de um grupo de pessoas que estão em sintonia, cujos corações batem ao mesmo ritmo, e que se fazem valer por si mesmas. Sabemos que podemos contar com todos para o que for preciso, e que quando alguém precisa não deve hesitar em pedir ajuda. Sabemos que o que nos une é algo de tão especial que não pode ser quebrado pela distância física. Sabemos que ser Act é ser Único, Insubstituível, e que somos pessoas muito Especiais. E sabemos que nunca nos podemos esquecer disto, porque isto é quem Nós somos.

ACT ATÉ MORRER (LL)

Só para acabar, queria agradecer a todos os que tornaram possível que esta turma se tenha tornado o que é: Adriana, Ana Catarina, Marta, Bita, Rita, Andreia, Bia, Carina, Catarina, Diogo, Filipa, Henrique, Hugo, Ju, João Diogo, Mateus, Kevin, Marcelo, Marco, Rafa, Rodrigo, Sara, Susana, e também a quem já não está connosco. Vocês são as pessoas a quem eu tenho de agradecer, porque sem a nossa turma eu não era metade do que sou hoje.
OBRIGADA A TODOS (LLL)

AMO-VOS ACT

ACT PARA SEMPRE (LL)




quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Best of… 2009 (I)

Agora que o ano está a chegar ao fim (finalmente!  – –‘ nunca pensei dizer isto, mas é verdade) , lembrei-me de fazer um TOP, com os/as best do ano, e aproveito para fazer um “balanço” (odeio este tipo de balanços :x xD) do ano que passou em termos de lazer. Em síntese, pode-se dizer que foi um ano fantástico para não fazer nada e lucrar com isso (xD), mas para quem quiser saber mais, aqui vai =) :

  • Livro do ano:

Eish, esta é difícil ^.^’   Li alguns livros ente ano: Shakespeare, Hamlet, Romeu e Julieta, Sonho de uma Noite de Verão e MacBeth (que, na verdade, foi só um livro xD); Eça de Queirós, Os Maias; Stephenie Meyer, li toda a «saga Twilight»(escrita até agora ;) ; Charlotte Brontë, Jane Eyre; Marion Zimmer Bradley (ia-me esquecendo :s), As Brumas de Avalon – A Senhora da Magia (tenho de arranjar tempo pa ler os outros =D); e mais recentemente (ou melhor, nos últimos 3 4 5 dias) Dan Brown, O Símbolo Perdido (sem contar com o Anjos e Demónios que ia supostamente apresentar para contrato de leitura xD). 

O que torna difícil a escolha é o facto de o meu “livro” preferido do ano não ser completamente um livro, por isso acho que vou ter de dividir o pódio entre… ** As Brumas de Avalon e Midnight Sun ** !!! As Brumas de Avalon foram o meu segundo livro preferido (não se pode contar com a «saga Twilight» uma vez que estes livros, à excepção de MS, estão na categoria de guilty pleasure: por mais que gostemos de os ler, sabemos que há algo de errado com isso xD Neste caso, é o facto de a personagem principal, e curiosamente - -‘ aquela com que nos “devemos” identificar, ser alguém com uma auto-estima baixíssima –.--‘ entre outros xD). No entanto, o que gostei mais de ler foi mesmo Midnight Sun (por aquilo tudo que disse no post anterior e que agora não me apetece repetir xP xD LOL)

Quanto aos outros livros, fiquei bastante espantada com a facilidade com que li as peças de Shakespeare, mas algumas são muito agradáveis de ler (as tragésias, porque nas comédias não passei da página 5 xD não se percebe nada). É verdade, Romeu e Julieta é meeeesmo lamechas, mas pronto… xD

 

  • Site do ano:

Ah, este ano descobri um site giríssimo =D Learn Something Every Day . Todos os dias mostra uma nova curiosidade, daquelas que não servem para nada mas são sempre engraçadas de saber xD Por exemplo, sabiam que as estrelas-do-mar não têm cérebro? Ou que os humanos e as bananas têm aproximadamente 50% do ADN em comum? Ou que o Hitler era vegetariano?

 

  • Concerto do ano:

Bem, esta seria outra escolha difícil… Mas desta vez não vou escolher. Aliás, não posso escolher entre os dois melhores concertos deste ano! O dos 30 November, a 26 de Junho na Quintinha (eu estive na primeira fila =D xD), e o dos Green Day, a 29 de Setembro no Pavilhão Atlântico (Bia, nós vimos, era do Billie Joe!! xD Ai ai…).

“Quero ver toda a gente com os braços no ar!” exclamava o vocalista dos 30 November na noite em que se deram a conhecer ao mundo; e uma coisa é verdade, eles conseguiram conquistar completamente o público com esta actuação espectacular =D Já os Green Day conseguiram obter o sucesso de outra forma: deixando uma música exclusivamente para o público cantar. Eu estava lá (=D), e posso dizer que fazer parte de um coro de 18000 pessoas a cantar Boulevard of Broken Dreams em uníssono é uma experiência que não tenho palavras para descrever… *-*

Deixo em baixo dois vídeos do concerto dos Green Day em Lisboa (o post que fiz sobre o concerto dos 30 November está AQUI, e está para breve uma “reportagem” xD deste grande concerto dos Green Day):

"You're better than America" ;)

O momento da noite... (e este era mais ou menos o meu ponto de vista xD)

Dá mesmo vontade de estar lá… outra vez :’) 

FIM da Parte 1 =)